quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Comentario a la Política de Aristóteles

MUNIFICENTISSIMUS DEUS


CONSTITUIÇÃO APOSTÓLICA DO PAPA PIO XII
MUNIFICENTISSIMUS DEUS
DEFINIÇÃO DO DOGMA DA ASSUNÇÃO
DE NOSSA SENHORA
EM CORPO E ALMA AO CÉU

Introdução 

1. Deus munificentíssimo, que tudo pode, e cujos planos de providência são cheios de sabedoria e de amor, nos seus imperscrutáveis desígnios, entremeia na vida os povos e dos indivíduos as dores com as alegrias, para que por diversos caminhos e de várias maneiras tudo coopere para o bem dos que o amam (cf. Rm 8,28).
2. o nosso pontificado, assim como os tempos atuais, tem sido assediado por inúmeros cuidados, preocupações e angústias, devido às grandes calamidades e por muitos que andam afastados da verdade e da virtude. Mas é para nós de grande conforto ver como, à medida que a fé católica se manifesta publicamente cada vez mais ativa, aumenta também cada dia o amor e a devoção para com a Mãe de Deus, e quase por toda parte isso é estímulo e auspício de uma vida melhor e mais santa. E assim sucede que, por um lado, a santíssima Virgem desempenha amorosamente a sua missão de mãe para com os que foram remidos pelo sangue de Cristo, e por outro, as inteligências e os corações dos filhos são estimulados a uma mais profunda e diligente contemplação dos seus privilégios.
3. De fato, Deus, que desde toda a eternidade olhou para a virgem Maria com particular e pleníssima complacência, quando chegou a plenitude dos tempos (Gl 4,4) atuou o plano da sua providência de forma que refulgissem com perfeitíssima harmonia os privilégios e prerrogativas que lhe concedera com sua liberalidade. A Igreja sempre reconheceu esta grande liberalidade e a perfeita harmonia de graças, e durante o decurso dos séculos sempre procurou estudá-la melhor. Nestes nossos tempos refulgiu com luz mais clara o privilégio da assunção corpórea da Mãe de Deus.
4. Esse privilégio brilhou com novo fulgor quando o nosso predecessor de imortal memória, Pio IX, definiu solenemente o dogma da Imaculada Conceição. De fato esses dois dogmas estão estreitamente conexos entre si. Cristo com a própria morte venceu a morte e o pecado, e todo aquele que pelo batismo de novo é gerado, sobrenaturalmente, pela graça, vence também o pecado e a morte. Porém Deus, por lei ordinária, só concederá aos justos o pleno efeito desta vitória sobre a morte, quando chegar o fim dos tempos. Por esse motivo, os corpos dos justos corrompem-se depois da morte, e só no último dia se juntarão com a própria alma gloriosa.
5. Mas Deus quis excetuar dessa lei geral a bem-aventurada virgem Maria. Por um privilégio inteiramente singular ela venceu o pecado com a sua concepção imaculada; e por esse motivo não foi sujeita à lei de permanecer na corrupção do sepulcro, nem teve de esperar a redenção do corpo até ao fim dos tempos.
6. Quando se definiu solenemente que a virgem Maria, Mãe de Deus, foi imune desde a sua concepção de toda a mancha, logo os corações dos fiéis conceberam uma mais viva esperança de que em breve o supremo magistério da Igreja definiria também o dogma da assunção corpórea da virgem Maria ao céu.

Petições para a definição dogmática

terça-feira, 14 de agosto de 2012

El Pacto con la Serpiente


El pacto con la serpiente:
Actualidad de la antigua gnosis
y sus perversiones modernas


Massimo Borghesi

La Serpiente, el tentador, se presenta como libertador, como quien ensalza al hombre más allá del bien y del mal, más allá de la “ley”, más allá del Dios antiguo, enemigo de la libertad. Los últimos doscientos años descubren de nuevo el principio liberador del mundo afirmado por la secta de los ofitas, principio entrevisto por la concepción sabbatista de su Mesías entregado a las serpientes: el Cristo-serpiente. Entregarse al demonio, en una singular transposición gnóstica de la idea según la cual perderse es encontrarse, es abrirse a Dios. En este “sagrado” connubio Satanás y Dios se unen en el hombre. Es “la identidad de De Sade y los místicos” deseada por Georges Bataille. El camino hacia abajo coincide con el camino hacia arriba. Ahora el Adversario es cómplice, “parte” de Dios. Es el camino para devenir dios. El escalofrío de la nada, de la bajada a los Infiernos, acompañada al descubrimiento del Ser, de Abraxas, el pleroma sin rostro que permanece, inmóvil, en el devenir del mundo.
  
Los ofitas: la serpiente como libertadora

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

“La Question Disputée sur l’Union Hypostatique du Verbe Incarné” – Saint Thomas d’Aquin

“21 Articles Disputés de l'Âme” – Saint Thomas d'Aquin

A Dança


Padre Ricardo Félix Olmedo

Na sociedade cheia de contradições em que vivemos, a dança se transformou para quase toda a juventude em algo quase necessário, e para não poucos na coisa mais importante de sua vida. O fim de semana é esperado com ansiedade e planejado cuidadosamente com muita antecedência, de maneira que o ano todo é organizado em torno dessas reuniões mundanas, festas, noitadas, boates, discotecas, etc., onde os jovens esgotam seu corpo e pervertem sua alma desde a meia-noite até a madrugada, por meio da dança[1], com conversas frívolas quando não abertamente más, incluindo bebidas e até drogas...
“A moral da Igreja é imutável, e o que ontem era vaidade, ocasião próxima de escândalo ou de pecado, o é hoje e o será sempre”, ensinava com toda a razão Dom Antônio de Castro Mayer em sua sempre vigente e mais atual que nunca carta pastoral sobre os “Problemas do Apostolado Moderno”[2]. Por isso é importante um juízo acertado sobre a dança e as suas circunstâncias, que sirva tanto aos pastores de almas como aos fiéis devotos que vivem no mundo para julgar e obrar segundo a reta razão e os princípios perenes da moral católica.

§ 1. NOÇÕES PRÉVIAS

O Cardeal F. Roberti define a dança como “um conjunto de movimentos rítmicos com os quais se expressam sentimentos de entusiasmo, especialmente de alegria”[3], e, assim entendido, conforme à sã teologia moral deve-se afirmar que a dança não é em si intrinsecamente má[4]. Como também não o são a música e a poesia.
Pode-se então considerar a dança como uma atividade honesta de distração, expressão ou manifestação de alegria da alma, realizada por movimentos corporais compassados, e até como a expansão de um culto religioso...: “chegam os primeiros cristãos, ainda impregnados dos usos pagãos”, diz um autor, “introduzindo a dança nos ritos da Igreja...” E é significativo que os primeiros monges se chamassem coristas[5]. Recorde-se aqui a dança do rei Davi diante da arca da aliança e outras ações semelhantes contadas pelo Antigo Testamento[6], bem como alguns bailados ou danças folclóricas, individuais ou em grupo, ainda que de ambos os sexos, por ocasião de festas civis em que os participantes giram e realizam movimentos separadamente, e ainda alguns outros que poderíamos chamar danças da corte ou de salão até meados do século XVIII.
Mas também existem danças más, como aquelas que nos conta a mesma Sagrada Escritura: a de todo o povo hebreu diante do bezerro de ouro, ou a de Salomé, filha de Herodíades, no dia do aniversário de Herodes[7], e as que aparecem a partir do século XVIII e XIX. É então que “se deu uma grande revolução nas danças de salão, do ponto de vista moral, quando a dança em que o cavalheiro toca apenas a mão da dama chegou a uma nova espécie em que o casal, num abraço apertado, se move em giros contínuos, como a valsa, a polca, a mazurca, etc.”[8] O século XX nos trouxe uma maior decadência, com o advento do tango, do foxtrote, do charleston, até as [danças] mais modernas, chamadas por nomes extravagantes de origem indígena, ou melhor, negro-americanas, como o mambo, o chachachá, o rock-and-roll, e, mais recentemente, também méxico-americanas, como a rumba, etc.
Se é verdade que a dança é uma demonstração lícita de alegria e ainda até de piedade, por causa do pecado original e da ferida da concupiscência ela se converte facilmente em ocasião de desordens passionais, e por isso o Espírito Santo adverte ao católico: “Não frequentes o trato com a bailarina, nem a escutes, se não queres perecer ante a força de sua atração”[9], e que a dança é o símbolo da impiedade: “Os ímpios tocam o pandeiro e o tambor e dançam ao som dos instrumentos musicais; passam em delícias os dias de sua vida, mas na hora da morte vão para o inferno”[10].
Por isso sempre foi preocupação dos Padres da Igreja e do Magistério, por meio dos Concílios de todas as épocas, dos Papas e também dos Bispos, indicar o que a moral cristã tem por dizer a respeito da dança. Citando aqui dois exemplos, transcrevemos o que afirmou o Concílio de Laodiceia no século IV, em seu cânon 53: “Os cristãos que assistem às bodas não devem saltar nem bailar, mas participar com decência do almoço ou da ceia, como convém a todo cristão”, e Bento XV, em sua encíclica Sacra propediem: “Não falemos dessas danças – umas más, outras piores – exóticas que, saídas da barbárie, invadiram pouco a pouco os salões mais elegantes, sem que seja possível encontrar nada mais a propósito que elas para acabar com o último rastro de pudor”[11].
Com essas premissas, consideremos os princípios morais que devem regular esta atividade do homem.

§ 2. PRINCÍPIOS MORAIS

Inmortale Dei

LA HIÉRARCHIE CÉLESTE

Les Œuvres théologiques et philosophiques de Boèce


ANICIUS MANLIUS SEVERINUS BOETHIUS 
(445-526)
Édition numérique, 2004, http: docteurangelique.free.fr

Notre de l'éditeur: Le De Trinitate et le De Hebdomadibus ont été commentés par saint Thomas. Les autres œuvres l'ont extrêmement influencé.


VIE DE BOETHIUS (par J. A. C. BUCHON)


Anicius-Manlius-Torquatus Boethius ou Boetius naquit vers 445 dans la ville de Rome, où ses ancêtres avaient exercé les premières charges de l’Etat. Dès l’âge de dix ans il fut envoyé à Athènes pour y étudier la langue et les sciences de la Grèce, et il y resta dix-huit ans. Pendant ces années studieuses de sa jeunesse, il traduisit divers ouvrages de Ptolémée, de Nicomaque, d’Euclide, de Platon, d’Aristote et d’Archimède traductions qu’il continua plus tard, dans les intervalles de loisir que lui laissaient les affaires publiques.
Peu d’années après son retour à Rome, à l’âge d’environ trente-deux ans, il fut nommé consul, l’an 485. On trouve son nom dans les fastes consulaires comme ayant été seul consul pendant cette année. Odoacre, chef des Hérules, dominait alors l’Italie où il s’était fait reconnaître comme roi, après avoir dépossédé le faible empereur Augustule. Le chef d’une nouvelle race barbare, de la seule qui ait sur-le-champ accepté la civilisation romaine sans perdre son énergie militaire, Théodoric, chef des Ostrogoths, se disposait déjà à l’établissement de sa glorieuse domination dans le midi de l’Europe. Elevé comme otage à la Cour de Constantinople, il y avait puisé le goût des arts; son séjour en Italie devait lui apprendre le respect dû à la supériorité des lois romaines. Dès 489 il avait franchi les Alpes. En 493 il avait battu à différentes reprises Odoacre, assassiné, dit-on, ensuite par ses ordres, et avait épousé Audelflède, soeur de Clovis, afin de se fortifier par une alliance avec la race guerrière des Francs. En 497 il s’était fait reconnaître par l’empereur d’Orient Anastase, comme roi d’Italie. En 500 il faisait son entrée solennelle dans la ville de Rome, accueilli par les félicitations du pape, du consul, du sénat et du peuple.
Les deux fils de Boèce, Fl. Hypatius et Patricius, étaient les consuls désignés de cette année. Boèce, personnage consulaire et sénatorial, placé entre ses deux jeunes fils, lui-même jeune encore, puisqu’il avait à peine 45 ans, fut chargé de haranguer, au nom du sénat, le nouveau maître de l’Italie. Il parle de ce jour, dans ses ouvrages, comme de l’un des plus glorieux de sa vie. Sur cette terre dévastée depuis peu par tant de hordes barbares, et abandonnée par la lâcheté de ses souverains et de ses possesseurs, c’était un avenir heureux qu’annonçait le triomphe de Théodoric. Depuis sept ans qu’il avait renversé Odoacre, il avait fait éclater les talents d’un grand homme. Arien, ainsi que son armée, il avait montré la plus parfaite tolérance envers les subjugués; Barbare, il avait adopté les lois et jusqu’au costume des Romains; vainqueur, il avait respecté les propriétés des vaincus; soldat, il voulut que ses soldats n’eussent droit qu’aux emplois militaires, et conféra tous les emplois civils, fidèlement conservés, aux pacifiques Romains dont il reconnut les lumières. Boèce fut un des premiers qu’il distingua. En se faisant reconnaître par les empereurs, Théodoric s’était réservé le droit de nomination au consulat d’Occident, et Boèce fut revêtu une seconde fois par ses mains, en 510, de la dignité de consul.
Ce fut à cette époque de sa vie que Boèce, dans toute la vigueur de son âge, écrivit son Commentaire sur les dix catégories d’Aristote et plusieurs autres ouvrages sur toutes les branches de la philosophie qui embrassait alors toutes les sciences morales, physiques et mathématiques. Son projet était de compléter sa traduction d’Aristote commencée à Athènes; mais les affaires publiques ne lui laissèrent pas le loisir de terminer cet important travail, dont une partie obtint la plus haute célébrité dans les siècles qui suivirent.
On peut voir dans les curieuses lettres écrites au nom de Théodoric, par Cassiodore son secrétaire et un de ses ministres, quel cas Théodoric faisait de Boèce et dans combien de travaux divers il savait tirer parti de son talent. Trois des lettres de Théodoric sont adressées à Boèce. Dans la première, Théodoric a recours à ses talents mathématiques. Il lui dit qu’il a appris qu’un trésorier infidèle altère les monnaies; que les fantassins et les cavaliers de sa garde se plaignent de ne pas recevoir d’argent de bon aloi, et d’être obligés par là de faire des pertes considérables; et il lui prescrit de faire vérifier avec soin si les lois à cet égard sont observées.

« LE LIVRE DES CAUSES » – Anonyme néoplatonicien

domingo, 12 de agosto de 2012

“A Função da Analogia em Teologia Dogmática” – Padre Penido

COMENTARIO A LA GENERACIÓN Y CORRUPCIÓN DE ARISTÓTELES

Tomás de Aquino

Traducción Hector Velázquez
1996
Universidad de Navarra

PROEMIO


1.1. Aristóteles estableció en el llbro III del De Anima que las ciencias se dividen, en cierta manera, como las cosas, pues todos los hábitos se distinguen por sus objetos, de los cuales reciben su especificación.
1.2 Las cosas que considera la filosofía de la naturaleza son el movimiento y lo que se mueve. Así, dice Aristóteles en la física que todas las cosas móviles-movientes (mota movent) pertenecen a la especulación física.
1.3. Por lo tanto, es necesario que según se distingan los movimientos y los móviles, se distingan y se ordenen las partes de la filosofía de la naturaleza.
1.4. El primero de los movimientos es el local, que es más perfecto que los otros, y es común a todos los cuerpos naturales como se demuestra en la Fisica. De ahí que después de estudiar el movimiento y los móviles en común, lo cual fue hecho en la Fisica, es necesario que se estudien todos los cuerpos en cuanto que se mueven por movimiento local, lo cual se hizo en el Del cielo, que es la segunda parte de la filosofía de la naturaleza. Por lo tanto, queda por estudiar los movimientos restantes, que no son comunes a todos los cuerpos, sino que sólo se encuentran en los cuerpos inferiores.
1.5. Entre otros, tiene prioridad la generación y la corrucpión.
1.5.1. La alteración, en cambio, se ordena a la generación como a su fin, y, por naturaleza, es máts perfecto el fin que las cosas que está ordenadas a él.
1.5.2. También el crecimiento es algo consecuencial a la generación, por la cual la comida se convierte en alimento; Así lo expone Aristóteles en el llbro Sobre el alma, al decir que la comida es carne en potencia y hace crecer en cuanto que es carne cuantitativa (potentia quanta caro).
1.5.3. Por lo tanto es necesario que estos movimientos, de alguna manera sean consecuenciales a la generación y que se estudien al mismo tiempo que la generación y la corrupción.
2. 1. Hay que tener en cuenta que todo lo que se encuentra en muchas cosas (unoquoque quod in pluribus invenitur) hay que estudiarlo primero de una manera general (in communi) que de ma nera especial; ya que de otra manera habría que decir muchas veces lo mismo al tratar de cada cosa particular, como lo demuestra Aristóteles en Las partes de los animales. De ahi que es oportuno tratar primero lo común de la generación y de la corrucpión, y después descender a las cuestiones particulares (ad partes eius descendere).
2.2. Igualmente hay que tomar en cuenta que si en algún género hay algo, es lo primero que hay que estudiar, porque “eso primero” es la causa de todo lo que está en ese género; de ahi que la que considera un determinado género; considera las causas de todo el género. Por eso Aristóteles en la Metafisica, al mismo tiempo estudia el ente en común y el ente primero, que es el que está sepa rado de la materia.
2.3. Existen, pues, en el género de las cosas corruptibles algunos primeros principios: los elementos que son la causa de la generación y la corrupción y también de la alteración en todos los dem cuerpos.
2.4. A esto se debe que Aristóteles en este libro, que es la tercera parte de la filosofía de la naturaleza, estudia no sólo la generación y la corrupción en general y los movimientos que le siguen, sino que también estudia la generación y la corrupción de los elementos.

Libro I, Lección 1 (Bk. 314a1-bl)

“Principios filosóficos para una teoría de la enfermedad psíquica y de la psicoterapia” – Martín Echavarría

Lettre sur le jugement des astres

Saint Thomas d’Aquin

De iudiciis astrorum*

Traduction par Pierre Monat, 12 avril 2007
Édition numérique, http://docteurangelique.free.fr, 2007
Les œuvres complètes de saint Thomas d'Aquin

Prooemium
[69900] De iudiciis astrorum, pr. Quia petisti ut tibi scriberem an liceret iudiciis astrorum uti, tuae petitioni satisfacere volens, super ea quae a sacris doctoribus traduntur, scribere curavi.
Préambule
Les arrêts des astres. Puisque tu m'as demandé de t'écrire s'il était permis d'avoir recours aux arrêts des astres, étant donné que je voulais satisfaire à ta demande, j'ai pris soin  d'écrire ce qui nous a été transmis là-dessus par les saints docteurs.
[69901] De iudiciis astrorum, co. In primis ergo oportet te scire, quod virtus caelestium corporum ad immutanda inferiora corpora se extendit. Dicit enim Augustinus, V de civitate Dei: non usquequaque absurde dici potest, ad solas corporum differentias afflatus quosdam sidereos pervenire. Et ideo si aliquis iudiciis astrorum utatur ad praenoscendum corporales effectus, puta tempestatem et serenitatem aeris, sanitatem vel infirmitatem corporis, vel ubertatem et sterilitatem fructuum, et cetera huiusmodi quae ex corporalibus et naturalibus causis dependent, nullum videtur esse peccatum.


Les arrêts des astres. Tout d'abord, il te faut savoir que la puissance des corps célestes s'étend jusqu'à modifier les corps inférieurs. Augustin (Cité de Dieu, 5,-) dit : on peut soutenir sans aucune absurdité que certains souffles astraux parviennent à provoquer  des variations dans les corps. Dès lors, si on a recours aux arrêts des astres pour connaître d'avance des effets physiques, par exemple  tempête et temps calme, santé ou maladie du corps, abondance et pauvreté des récoltes et  toutes les choses de ce genre, qui dépendent de causes physiques et naturelles, il est clair qu'il n'y a pas de péché.
Nam omnes homines circa huiusmodi effectus aliqua observatione utuntur caelestium corporum: sicut agricolae seminant et metunt certo tempore, quod observatur secundum motum solis; nautae navigationes vitant in plenilunio, vel in lunae defectu; medici circa aegritudines criticos dies observant, qui determinantur secundum cursum solis et lunae.

De fait, tous les hommes, quand il s'agit de faits de ce genre, ontt recours à l'observation des corps célestes : ainsi les paysans sèment et moissonnent à un moment donné, qui est déterminé d'après le mouvement du soleil ; les marins évitent de naviguer à la pleine lune ou en éclipse de lune ; les médecins, en face des maladies, respectent des jours critiques qui sont déterminés par la course du soleil ou de la lune.
Unde non est inconveniens secundum aliquas alias occultiores observationes stellarum circa corporales effectus uti astrorum iudicio. Hoc autem omnino tenere oportet, quod voluntas hominis non est subiecta necessitati astrorum; alioquin periret liberum arbitrium: quo sublato non deputarentur homini neque bona opera ad meritum, neque mala ad culpam. Et ideo certissime tenendum est cuilibet Christiano, quod ea quae ex voluntate hominis dependent, qualia sunt omnia humana opera, non ex necessitate astris subduntur: et ideo dicitur Ierem. X, 2: a signis caeli nolite metuere, quae gentes timent.


C'est pourquoi il n'est pas condamnable d'avoir recours, en suivant d'autres observations moins visibles sur les étoiles, d'avoir recours aux arrêts des astres en matière de phénomènes physiques. Toutefois, il faut absolument maintenir que la volonté de l'homme n'est pas soumise à une fatalité astrale ; sans cela, ce serait la fin du libre arbitre ; et si on le supprimait, ni les bonnes actions ne seraient alors comptées comme un mérite pour l'homme, ni les mauvaises comme une faute. Et c'est pourquoi tout chrétien doit soutenir fermement que tout ce qui dépend de la volonté humaine, c'est le cas de toutes les actions humaines, ne dépend pas d'une fatalité astrale : c'est pourquoi il est dit (Jér. 10,2) :  ne craignez rien des signes du ciel que redoutent les nations.
Sed Diabolus ut omnes pertrahat in errorem, immiscet se operibus eorum qui iudiciis astrorum intendunt. Et ideo Augustinus dicit in II super Gen. ad litteram: fatendum, quando ab astrologis vera dicuntur, instinctu quodam occultissimo dici, quem nescientes humanae mentes patiuntur: quod cum ad decipiendos homines fit, spirituum immundorum et seductorum operatio est; quibus quaedam vera de temporalibus rebus nosse permittitur. Et ideo Augustinus dicit in II de doctrina Christiana, quod huiusmodi observationes astrorum referendae sunt ad quaedam pacta cum Daemonibus habita.


Mais le Diable, afin d'entraîner tous les hommes dans l'erreur, se mêle aux actions de ceux qui prêtent attention aux arrêts des astres. C'est pourquoi Augustin dit (Gen. ad Litt. II) : il faut reconnaître que, quand des choses vraies sont dites par les astrologues, elles sont dites sous l'effet d'une inspiration bien cachée, à laquelle les esprits humains sont soumis sans le savoir ; comme cela se fait pour tromper les hommes, c'est une opération des esprits immondes et trompeurs, auxquelsil est permis de savoir un certain nombre de choses vraies sur les réalités temporelles. C'est pourquoi Augustin dit (Doctt.chr. II) que ce genre de réussites des astres doit être mis sur le compte de pactes passés avec les Démons.
Est autem omnino Christiano vitandum pactum vel societatem cum Daemonibus habere, secundum illud apostoli, I Corinth. X, 20: nolo vos fieri socios Daemoniorum. Et ideo pro certo tenendum est, grave peccatum esse, circa ea quae a voluntate hominis dependent, iudicio astrorum uti.
Le chrétien doit absolument éviter de passer un pacte ou une alliance avec les démons, selon le mot de l'Apôtre (I Cor. 10,20) : Je ne veux pas que vous deveniez alliés des Démons. Voilà pourquoi il faut tenir pour assuré que c'est un grave péché d'avoir recours aux arrêts des astres à propos de ce qui dépend de la volonté de l'homme.

[*] Le destinataire de cette lettre n'est pas identifié. Le ton familier employé par saint Thomas nous autorise cependant à penser qu'il s'agissait d'un de ses confrères, mais il reste que les manuscrits ne nous apprennent rien à ce sujet. 
 

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

COMENTARIO AL LIBRO DE ARISTÓTELES SOBRE EL SENTIDO Y LO SENSIBLE


Tomás de Aquino

Traducción Juan Cruz Cruz
2001
Universidad de Navarra



[PROEMIO]: [El lugar sistemático de estos libros] 436a1 436b8


1. Como Aristóteles dice en el libro III, 2 Del alma: “de la misma manera que las realidades son separables de la materia, así también lo son las cosas que versan sobre la inteligencia”.
En efecto, una cosa es inteligible en la medida en que es separable de la materia. Por lo tanto, las cosas que por naturaleza está separadas de la materia son por si mismas inteligibles en acto. En cambio, las cosas que son abstraidas por nosotros de sus condiciones materiales, son inteligibles en acto por la luz de nuestro intelecto agente Y, dado que los Mbitos de una poten cia se distinguen especfíicamente por la diferencia de lo que es esencialmente objeto de la potencia, es necesario que los hábitos de las ciencias, por los cuales se perfecciona la inteligencia, se distingan también poria diferencia de separación de la materia; por esto, Aristóteles distingue en el libro VI, 1 de la Metafísica los géneros de las ciencias por el modo diverso de la sepa ración de la materia.
Pues las cosas que, por su ser y por la razón, está separadas de la materia pertenecen al metafisico; las que están separadas por la razón y no por el ser, pertenecen al matemótico; y las que por su esencia se implican en la materia sensible pertenecen al fisico.
2. Y así como los diversos géneros de las ciencias se distinguen de acuerdo conque las realidades sean de diverso modo separables de la materia, así también en cada ciencia, y principalmente en la Física, las partes de la ciencia se distinguen de conformidad conel diverso modo de separación o concreción. Y, puesto que las cosas universales están mets separadas de la materia, por ello, en la Física se procede de lo universal a lo menos universal, como enselia Aristóteles en el libro I, 1 de la Física.
Por lo tanto, la Física comienza a darnos su conocimiento partiendo de las cosas que son más comunes a todos los seres naturales, como son el movimiento y el principio del movimiento; finalmente procede, a modo de concreción o aplicación de los principios comunes, a unos determinados entes móviles, algunos de los cuales son cuerpos vivientes.
Y en torno a estos, de modo semejante, procede distinguiendo esta consideración en tres partes.
Primero trata del alma en sí misma, como en una cierta abstracción.
En segundo lugar trata sobre las cosas que son propias del alma según una cierta concreción o aplicación al cuerpo, pero en general.
En tercer lugar, lleva su consideración aplicando todas estas cosas a cada una de las especies de animales y plantas, determinando lo que es propio de cada una de las especies.
La primera consideración está contenida en el libro Del alma. La tercera consideración se habla en los bibros que escribió Sobre las animales y las plantas. Y la segunda consideración esttb contenida en los libros que escribió sobre ciertos aspectos que pertenecen o generalmente a todos los animales, o a varios géneros de ellos, o incluso a todos los seres vivientes, acerca de los cuales es la actual intención de este libro.
3. En consecuencia, ha de considerarse que, en II, 3 Del alma, determind cuatro grados de seres vivientes El primero es el de aquellos seres que tienen la sola parte del alma, la nutritiva, mediante la cual viven, como las plantas. Otros son los que, aparte del alma nutritiva, tienen tambi sentidos sin movimiento de marcha, como son los animales imperfectos, por ejemplo, los moluscos. Otros son los que, además detodo esto, tienen movimiento local de marcha, como los animales perfectos, por ejempio, el caballo y el buey. Y otros, que a todo esto afiaden la inteligencia, como los hombres. (Lo apetitivo, aunque se ponga como quinto género de las potencias del alma, sin embargo no constituye un quinto grado de seres vivientes, puesto que siempre sigue a lo sensitivo).
4. Pero, detodos estos grados, sin duda la inteligencia no es acto de alguna parte del cuerpo, como se prueba en el libro III, 1 Del alma por lo tanto, no puede ser considerada por concreción o aplicación al cuerpo o a algún órgano corpóreo. En efecto, su más concreción está en el alma: y su suma abstracción está en las sustancias separadas. Esto es por lo que Aristóteles no escribió, además del libro Del alma, un libro sobre la inteligencia y lo inteligible (pero, silo hubiera escrito, no pertenecería a la Física, sino más bien a la metafisica°, la cual trata de la sustancias separadas).
Todos los otros grados son actos de alguna parte del cuerpo: y, por eso, puede haber de ellos una consideración especial por aplicación al cuerpo o a los órganos corpéreos, aparte de la consideración que se ha mantenido sobre ellos en el libro Del alma.
5. Mas es necesario que la consideración segunda de esta ciase se divida en tres partes.
Una de las cuales ha de contener aquellas cosas que pertenecen al ser vivo, en cuanto que es vivo; esta parte se contiene en el libro que escribió Sobre la muerte y la vida, en el que también habla sobre la respiración y expiración por las que, en algunos seres, la vida se conserva, y también sobre la juventud y la vejez, por las que se diversifican los estados de la vida. Semejantemente, también se encuentran en esta parte las cosas que escribió en el libro Sobre las causas de la longevidad y brevedad de la vida y en el libro que escribid Sobre la salud y la enfermedad, —que también pertenecen a la disposición de la vida—, y en el libro que se dice que escribió Sobre el alimento y lo alimenticio estos dos libros no han llegado aén hasta nosotros.
La segunda parte de la segunda consideración pertenece o se extiende a lo moviente: las cosas que pertenecen a lo moviente está contenidas en dos libros: en el libro De la causa del movimiento de los animales y en el libro De la marcha de los animales, en el que se determinan las partes de los animales, oportunas para el movimiento.
La tercera parte se extiende a lo sensitivo. Acerca de esto puede conside rarse lo que pertenece tanto al acto del sentido interno, como al del sentido externo; esta consideración de lo sensitivo esta contenida en el libro que nos ocupa y que se titula Del sentido y lo sensible, o sea, Del órgano sensitivo y del objeto sensible; bajo este rubro también está contenido el tratado De la memoria y la reminiscencia Y, de nuevo, a la consideración de lo sensitivo pertenece aquello que establece la diferencia del sentido cuando siente y cuando no siente, lo cual ocurre mediante el sueño y la vigilia; y esto lo trató en el libro que se titula Del sueño y la vigilia.
6. Y, dado que es necesario que el paso se realice de lo más semejante a lo desemejante, parece que el orden de estos libros sea razonablemente éste: que después del libro Del alma, en el que se habla del alma según su esencia, siga inmediatamente este libro Del sentido y lo sensible, porque el sentir mismo pertenece más al alma que al cuerpo. Y después de éste ha de ponerse el libro Del sueño y la vigilia que implican atadura y liberación del sentido. Después siguen los libros que se refieren a aquello moviente que es más cercano a lo sensitivo. Por éltimo, se ponen los libros que hacen refe rencia a la consideración gencral del ser vivo, porque esta considcración atañe sobre todo en gran mancra a ia disposición del cuerpo.