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segunda-feira, 13 de agosto de 2012
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
“Notre charge apostolique” – São Pio X
NOTRE
CHARGE APOSTOLIQUE
Sobre os erros do Sillon
Sobre os erros do Sillon
Carta
Apostólica do Papa S. Pio X
promulgada em 25 de Agosto de 1910
promulgada em 25 de Agosto de 1910
CARTA
APOSTÓLICA
A
nossos amados filhos Pedro-Heitor Coullié, Cardeal Presbítero da Santa Igreja
Romana, Arcebispo de Lyon; Luís-Henrique Luçon, Cardeal Presbítero da Santa
Igreja Romana, Arcebispo de Reims; Paulino-Pedro Andrieu, Cardeal Presbítero da
Santa Igreja Romana, Arcebispo de Bordéus, e a todos os outros nossos
Veneráveis Irmãos Arcebispos e Bispos da França: Sobre o Sillon.
PIO X,
Papa
Veneráveis
Irmãos, Saudação e Benção Apostólica.
Introdução
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Bula “Unam Sanctam”, de Bonifácio VIII
18.11.1302
Una, santa, católica e apostólica: esta é a Igreja que devemos crer e
professar, já que é isso o que a ensina a fé. Nesta Igreja cremos com firmeza e
com simplicidade testemunhamos. Fora dela não há salvação, nem remissão dos
pecados, como declara o esposo no Cântico: “Uma só é minha pomba sem defeito. Uma só a preferida pela mãe que a
gerou” (Ct 6,9). Ela representa o único corpo místico, cuja cabeça
é Cristo, e Deus é a cabeça de Cristo. Nela existe “um só Senhor, uma só fé e um só batismo” (Ef 4,5). Com
efeito, apenas uma foi a arca de Noé na época do dilúvio; ela foi a figura
antecipada da única Igreja; encerrada com “um côvado” (Gn 6,16), teve um único piloto e um único
chefe: Noé. Como lemos, tudo o que existia fora dela, sobre a terra, foi
destruído.
A esta única Igreja, nós a veneramos, como diz o Senhor pelo
profeta: “Salva minha vida da
espada, meu único ser, da pata do cão” (Sl 21,21). Ao mesmo tempo
que Ele pediu pela alma – ou seja, pela cabeça –, também pediu pelo corpo,
porque chamou o seu corpo de único, isto é, a Igreja, por causa da unidade da
Igreja no seu esposo, na fé, nos sacramentos e na caridade. Ela é a veste sem
costura (Jo 19,23) do Salvador, que não foi dividida, mas tirada à sorte. Por
isso, esta Igreja, una e única, tem um só corpo e uma só cabeça, e não duas
como um monstro: é Cristo, e Pedro é vigário de Cristo, bem como os sucessores
de Pedro, conforme o que disse o Senhor ao próprio Pedro: “Apascenta as minhas ovelhas” (Jo
21,17). Disse “minhas” em geral
e não “esta” ou “aquela” em particular, de forma
que se subentende que todas lhe foram confiadas. Assim, se os
gregos ou outros dizem que não foram confiados a Pedro e aos seus sucessores, é
necessário que reconheçam que não fazem parte das ovelhas de Cristo, pois o
Senhor disse no Evangelho de São João: “Há um só rebanho e um só Pastor” (Jo 10,16).
As palavras do Evangelho nos ensinam: este poder comporta dois gládios,
ambos estão em poder da Igreja: o gládio espiritual e o gládio temporal. Mas
este último deve ser usado para a Igreja, enquanto o primeiro deve ser
usada pela Igreja. O espiritual deve
ser manuseado pela mão do sacerdote; o temporal, pela mão dos reis e
cavaleiros, com o consenso e segundo a vontade do sacerdote. Um gládio deve
estar subordinado ao outro gládio; a autoridade temporal deve ser submissa à
autoridade espiritual.
O poder espiritual deve superar em dignidade e nobreza toda espécie de
poder terrestre. Devemos reconhecer isso porque muito nitidamente percebemos
que as coisas espirituais sobrepujam as temporais. A verdade o atesta: o poder
espiritual pode estabelecer o poder terrestre e julgá-lo se este não for bom.
Ora, se o poder terrestre se desvia, será julgado pelo poder espiritual. Se o
poder espiritual inferior se desvia, será julgado pelo poder superior. Mas, se
o poder superior se desvia, só Deus poderá julgá-lo e não o homem. Assim
testemunha o apóstolo: “O homem
espiritual julga a respeito de tudo e por ninguém é julgado” (1Cor
2,15).
Esta autoridade, ainda que tenha sido dada a um homem e por ele seja
exercida, não é humana, mas de Deus. Foi dada a Pedro pela boca de Deus e
fundada para ele e seus sucessores n’Aquele que ele, a rocha, confessou, quando
o Senhor disse a Pedro: “Tudo o
que ligares...” (Mt 16,19). Assim, quem resiste a este poder
estabelecido por Deus “resiste à
ordem de Deus” (Rm 13,2), a menos que esteja imaginando dois
princípios, como fez Manes, opinião que julgamos falsa e herética, já que,
conforme Moisés, não é “nos
princípios”, mas “no
princípio” que “Deus criou o céu e a terra” (Gn 1,1).
Por isso, declaramos, dizemos, definimos e pronunciamos que é
absolutamente necessário à salvação de toda criatura humana estar sujeita ao
romano pontífice.
Dada
no oitavo ano de nosso pontificado [18 de novembro de 1302].
terça-feira, 31 de julho de 2012
“Aeterni Patris”, de Leão XIII
AETERNI PATRIS
SOBRE A RESTAURAÇÃO DA FILOSOFIA CRISTÃ
CONFORME A DOUTRINA DE SANTO TOMÁS DE AQUINO
CONFORME A DOUTRINA DE SANTO TOMÁS DE AQUINO
Encíclica
A TODOS OS PATRIARCAS, PRIMAZES,
ARCEBISPOS E BISPOS DE TODO O MUNDO CATÓLICO
EM AÇÃO E COMUNHÃO COM A SANTA SÉ APOSTÓLICA
Aos Nossos Veneráveis Irmãos, Patriarcas, Primazes, Arcebispos e Bispos
de todo o mundo Católico, em graça e comunhão com a Santa, Sé Apostólica.
LEÃO XIII PAPA
Veneráveis Irmãos, saúde e Bênção Apostólica.
SUMARIO DA ENCÍCLICA
INTRODUÇAO (ns. 1-5)
1 – Natureza e função do Magistério da Igreja.
2 – O Magistério da Igreja atinge também a Filosofia e as Ciências.
3 – Finalidade da Encíclica: Natureza do estudo filosófico que respeite
a Fé e as exigências das Ciências Humanas.
4 – A causa dos males modernos é a difusão das más idéias.
5 – A inteligência bem formada é a causa de numerosos benefícios.
I PARTE: RELACIONAMENTO ENTRE A RAZAO E A FÉ (ns. 6-17)
1 – Embora tenha o campo limitado, a Filosofia é o mais poderoso
subsídio para a Fé.
2 – Para reconduzir a sociedade à ordem, a tradição patrística sempre
recorreu ao uso da razão bem ordenada.
3 – Subsídios da Filosofia para a Fé: Aplaina os caminhos da Fé -Prova a
existência de Deus – Fornece os critérios de credibilidade – Ordena a ciência
teológica – Aprofunda os conhecimentos da Fé – Defende a Fé.
4 – Subsídios da Fé para a Filosofia: Prevalece a Fé – A Fé não destrói
a Filosofia, mas respeita-lhe os princípios, O método e os argumentos – O mal
da Filosofia sem a Fé: O racionalismo – Os bens provenientes da harmonia entre
Fé e Filosofia.
II PARTE: A HARMONIA ENTRE RAZAO E FÉ VISTA ATRAVÉS DA
HISTÓRIA DA FILOSOFIA (ns. 18-20)
1 – Realizada pelos apologistas.
2 – Realizada pelos Padres da Igreja, Escritores Eclesiásticos e
Doutores, máxime por S. Agostinho.
3 – Realizada pelos Escolásticos, máxime por S. Boaventura e S. Tomás.
III PARTE: S. TOMÁS FOI QUEM COM MAIOR PERFEIÇÃO UNIU RAZÃO E
FÉ (ns. 21-27)
1 – Excelência e perfeição da doutrina de S. Tomás.
2 – Confirmação dessa excelência: Pelo seu valor intrínseco – Pelas
Ordens Religiosas – Pelas Academias e Escolas – Pelos Papas – Pelos Concílios
Ecumênicos – Pelos não católicos.
IV PARTE: EXIGÊNCIA DE RESTAURAÇAO DA FILOSOFIA NOS TEMPOS
ATUAIS (ns. 28-32).
1 – Conseqüências funestas do abandono da Escolástica.
2 – Louváveis iniciativas para a restauração da Filosofia Tomista.
3 – O Papa deseja esta restauração pelos motivos seguintes: Defesa da
Igreja contra os ataques que lhe fazem as más filosofias – Restauração da ordem
social – Promoção das ciências.
CONCLUSÃO (ns. 33-35)
1 – Exortação solene no sentido da restauração da doutrina tomista.
2 – Bênção Apostólica.
INTRODUÇÃO
1 – O Filho Unigênito do Pai Eterno, que apareceu no mundo para trazer
ao gênero humano a salvação e a luz da sabedoria divina, concedeu certamente ao
mundo um grande e admirável benefício, quando, antes de subir ao céu, mandou
aos Apóstolos que fossem e ensinassem todas as nações; e deixou a Igreja
estabelecida por Ele como mestre comum e supremo dos povos (Mat. 28, 19). Pois
que os homens, libertados pela verdade, na verdade se deviam conservar; nem seriam
muitos duradouros os frutos das doutrinas celeste pelos quais o homem alcançara
a salvação, se Cristo Nosso Senhor não tivesse estabelecido um magistério
perpétuo para instruir os entendimentos na fé.
A Igreja, porém, já confiando nas promessas do seu divino autor, já
imitando-lhe a caridade, de tal sorte cumpriu essas ordens, que sempre teve em
vista, sempre desejou ardentemente ensinar as coisas da religião e combater
perpetuamente os erros. A este fim visam os trabalhos esmerados de cada um dos
bispos; a este fim, as leis e decretos dos Concílios, e especialmente a
solicitude cotidiana dos Pontífices Romanos, os quais, como sucessores no
primado de São Pedro, Príncipe dos Apóstolos, têm o direito e o dever de
ensinar e confirmar seus irmãos na fé.
2 – Acontecendo, porém, como diz o Apóstolo, que, pela “filosofia e
pelos discursos sedutores” (Col. 2,8) as almas dos fiéis costumam ser
enganadas, e a sinceridade da fé ser corrompida nos homens, por isso os
supremos pastores da Igreja julgaram sempre ser dever seu promover, quanto
pudessem, a verdadeira ciência, e ao mesmo tempo providenciar com suma
vigilância, para que todas as disciplinas humanas, especialmente a filosofia,
da qual em grande parte depende o bom uso das outras ciências, fossem ensinadas
em toda a parte segundo a norma da fé católica. Isso mesmo, em outras coisas já
vos lembramos de passagem, Veneráveis Irmãos, quando pela primeira vez vos
falamos por Cartas Encíclicas.
3 – Agora, porém, em razão da gravidade do assunto e da condição dos
tempos, somos obrigados a falar-vos de novo a fim de estabelecermos o método
dos estudos filosóficos, que, correspondendo ao bem da fé, seja acomodado à
mesma dignidade das ciências humanas.
“SPIRITUS PARACLITUS”, de Benedicto XV
CARTA ENCÍCLICA
SPIRITUS PARACLITUS
DEL SUMO PONTÍFICE
BENEDICTO XV
BENEDICTO XV
SOBRE LA INTERPRETACIÓN
DE LA SAGRADA ESCRITURA
DE LA SAGRADA ESCRITURA
1. El Espíritu Consolador, habiendo
enriquecido al género humano en las Sagradas Letras para instruirlo en los
secretos de la divinidad, suscitó en el transcurso de los siglos numerosos
expositores santísimos y doctísimos, los cuales no sólo no dejarían infecundo
este celestial tesoro(1), sino que habían de procurar a los fieles cristianos,
con sus estudios y sus trabajos, la abundantísima consolación de las
Escrituras. El primer lugar entre ellos, por consentimiento unánime,
corresponde a San Jerónimo, a quien la Iglesia católica reconoce y venera como
el Doctor Máximo concedido por Dios en la interpretación de las Sagradas
Escrituras.
2. Próximos a celebrar el decimoquinto
centenario de su muerte, no querernos, venerables hermanos, dejar pasar una
ocasión tan favorable sin hablaros detenídamente de la gloria y de los méritos
de San Jerónimo en la ciencia de las Escrituras. Nos sentimos movido por la
conciencia de nuestro cargo apostólico a proponer a la imitación, para el
fomento de esta nobilísima disciplina, el insigne ejemplo de varón tan eximio,
y a confirmar con nuestra autoridad apostólica y adaptar a los tiempos actuales
de la Iglesia las utilísimas advertencias y prescripciones que en esta materia
dieron nuestros predecesores, de feliz memoria, León XIII y Pío X.
3. En efecto, San Jerónimo, «hombre
extraordinariamente católico y muy versado en la ley sagrada»(2), «maestro de
católicos»(3), «modelo de virtudes y maestro del mundo entero»(4), habiendo
ilustrado maravillosamente y defendido con tesón la doctrina católica acerca de
los libros sagrados, nos suministra muchas e irnportantes enseñanzas que
emplear para inducir a todos los hijos de la Iglesia, y especialmente a los
clérigos, el respeto a la Escritura divina, unido a su piadosa lectura y
meditación asidua.
4. Como sabéis, venerables hermanos, San
Jerónimo nació en Estridón, «aldea en otro tiempo fronteriza entre Dalmacia y
Pannonia»(5), y se crió desde la cuna en el catolicismo(6); desde que recibió
aquí mismo en Roma la vestidura de Cristo por el bautismo(7), empleó a lo largo
de su vida todas sus fuerzas en investigar, exponer y defender los libros
sagrados. Iniciado en las letras latinas y griegas en Roma, apenas había salido
de las aulas de los retóricos cuando, joven aún, acometió la interpretación del
profeta Abdías: con este ensayo «de ingenio pueril»(8), de tal manera creció en
él el amor de las Escrituras, que, como si hubiera encontrado el tesoro de que
habla la parábola evangélica, consideró que debía despreciar por él «todas las
ventajas de este mundo»(9). Por lo cual, sin arredrarse por las dificultades de
semejante proyecto, abandonó su casa, sus padres, su hermana y sus allegados;
renunció a su abastecida mesa y marchó a los Sagrados Lugares de Oriente, para
adquirir en mayor abundancia las riquezas de Cristo y la ciencia del Salvador
en la lectura y estudio de la Biblia(10).
5. Más de una vez refiere él mismo cuánto hubo
de sudar en el empeño: «Me consumía por un extraño deseo de saber, y no fui yo,
como algunos presuntuosos, mi propio maestro. Oí frecuentemente y traté en
Antioquía a Apolinar de Laodicea, y cuando me instruía en las Sagradas
Escrituras, nunca le escuché su reprobable opinión sobre los sentidos de la
misma»(11). De allí marchó a la región desierta de Cálcide, en la Siria
oriental, para penetrar más a fondo el sentido de la paIabra dívina y refrenar
al mismo tiempo, con la dedicación al estudio, los ardores de la juventud; allí
se hizo discípulo de un cristiano convertido del judaísmo, para aprender hebreo
y caldeo. «Cuánto trabajo empleé, cuántas dificultades hube de pasar, cuántas
veces me desanimé, cuántas lo dejé para comenzarlo de nuevo, llevado de mi
ansia de saber; sólo yo, que lo sufrí, podría decirlo, y los que convivieron
conmigo. Hoy doy gracias a Dios, porque percibo los dulces frutos de la amarga
semilla de las letras»(12).
“QUAS PRIMAS”, de Pio XI
A QUAS PRIMAS, encíclica de Pio XI sobre Cristo Rei, foi
interpretada liberalmente como apenas um documento estabelecedor de uma festa
religiosa. Não o é: é antes de tudo a Carta Magna da Cristandade. É a última
palavra do magistério sobre a ordenação essencial (não acidental) de tudo,
incluídos os estados, à Igreja e pois a Cristo, sua cabeça invisível: o mesmo,
aliás, que dizem Bonifácio VIII na bula Unam Sanctam e S. Tomás de
Aquino em De Regno. Em outras palavras, ou os estados são cristãos
e membros da Igreja, ou as sociedades se tornam pasto de demônios (Carlos Nougué).
QUAS PRIMAS
Sobre Cristo Rei*
CARTA ENCÍCLICA
Aos
Veneráveis Irmãos Patriarcas, Primazes, Arcebispos,
Bispos e Outros Ordinários em paz e comunhão com a Sé
Apostólica: sobre Cristo Rei.
PIO
PAPA XI
Veneráveis
Irmãos, saúde e bênção apostólica.
INTRODUÇÃO
1.
Na primeira Encíclica, dirigida, em princípios do nosso Pontificado, aos Bispos
do mundo inteiro, indagamos a causa íntima das calamidades que, ante os nossos
olhos, avassalam o gênero humano. Ora, lembra-nos haver abertamente declarado
duas coisas: uma — que esta aluvião de males sobre o universo provém de terem a
maior parte dos homens removido, assim da vida particular como da vida pública,
Jesus Cristo e sua lei sacrossanta; a outra — que baldado era esperar paz
duradoura entre os povos, enquanto os indivíduos e as nações recusassem
reconhecer e proclamar a Soberania de Nosso Salvador. E por isso, depois de
afirmarmos que se deve procurar “a paz de Cristo no reino de Cristo”,
manifestamos que era intenção nossa trabalhar para este fim, na medida de
nossas forças. “No reino de Cristo”, — dizíamos; porque, para restabelecer e
confirmar a paz, outro meio mais eficiente não deparávamos do que reconhecer a
Soberania de Nosso Senhor. Com o correr do tempo, claramente pressentimos o
raiar de dias melhores, quando vimos o zelo dos povos em acudir, — uns pela
primeira vez, outros com renovado ardor, — a Cristo e à sua Igreja, única
dispensadora da salvação: sinal manifesto de que
muitos homens, até o presente como que desterrados do reino do Redentor, por
desprezarem sua autoridade, preparam, ainda bem, e levam a efeito sua volta à
obediência.
“Providentissimus Deus” – León XIII
CARTA ENCÍCLICA
PROVIDENTISSIMUS DEUS
DEL SUMO PONTÍFICE
LEÓN XIII
SOBRE LOS ESTUDIOS BÍBLICOS
DEL SUMO PONTÍFICE
LEÓN XIII
1. La
providencia de Dios, que por un admirable designio de amor elevó en sus
comienzos al género humano a la participación de la naturaleza divina y,
sacándolo después del pecado y de la ruina original, lo restituyó a su
primitiva dignidad, quiso darle además el precioso auxilio de abrirle por un
medio sobrenatural los tesoros ocultos de su divinidad, de su sabíduría y de su
misericordia(1). Pues aunque en la divina revelación se contengan también cosas
que no son inaccesibles a la razón humana y que han sido reveladas al hombre,
«a fin de que todos puedan conocerlas fácilmente, con firme certeza y sin
mezcla de error, no puede decirse por ello, sin embargo, que esta revelación
sea necesaria de una manera absoluta, sino porque Dios en su infinita bondad ha
destinado al hombre a su fin sobrenatural»(2). «Esta revelación sobrenatural,
según la fe de la Iglesia universal», se halla contenida tanto «en las
tradiciones no escritas» como «en los libros escritos», llamados sagrados y
canónicos porque, «escritos bajo la inspiración del Espíritu Santo, tienen a
Dios por autor y en tal concepto han sido dados a la Iglesia»(3). Eso es lo que
la Iglesia no ha cesado de pensar ni de profesar públicamente respecto de los libros
de uno y otro Testamento. Conocidos son los documentos antiguos e
importantísimos en los cuales se afirma que Dios —que habló
primeramente por los profetas, después por sí mismo y luego por los apóstoles— nos ha dado
también la Escritura que se llama canónica(4), y que no es otra cosa sino los
oráculos y las palabras divinas(5), una carta otorgada por el Padre celestial
al género humano, en peregrinación fuera de su patria, y transmitida por los
autores sagrados(6). Siendo tan grande la excelencia y el valor de las
Escrituras, que, teniendo a Dios mismo por autor, contienen la indicación de
sus más altos misterios, de sus designios y de sus obras, síguese de aquí que
la parte de la teología que se ocupa en la conservación y en la interpretación
de estos libros divinos es de suma importancia y de la más grande utilidad.
2. Y así Nos,
de la misma manera que hemos procurado, y no sin fruto, gracias a Dios, hacer
progresar con frecuentes encíclicas y exhortaciones otras ciencias que nos
parecían muy provechosas para el acrecentamiento de la gloria divina y de la
salvación de los hombres, así también nos propusimos desde hace mucho tiempo
excitar y recomendar este nobilísimo estudio de las Sagradas Letras y dirigirlo
de una manera más conforme a las necesidades de los tiempos actuales. Nos
mueve, y en cierto modo nos impulsa, la solicitud de nuestro cargo apostólico,
no solamente a desear que esta preciosa fuente de la revelación católica esté
abierta con la mayor seguridad y amplitud para la utilidad del pueblo
cristiano, sino también a no tolerar que sea enturbiada, en ninguna de sus
partes, ya por aquellos a quienes mueve una audacia impía y que atacan
abiertamente a la Sagrada Escritura, ya por los que suscitan a cada paso
novedades engañosas e imprudentes.
3. No
ignoramos, ciertamente, venerables hermanos, que no pocos católicos sabios y de
talento se dedican con ardor a defender los libros santos o a procurar un mayor
conocimiento e inteligencia de los mismos. Pero, alabando a justo título sus
trabajos y sus frutos, no podemos dejar de exhortar a los demás cuyo talento,
ciencia y piedad prometen en esta obra excelentes resultados, a hacerse dignos
del mismo elogio. Queremos ardientemente que sean muchos los que emprendan como
conviene la defensa de las Sagradas Letras y se mantengan en ello con
constancia; sobre todo, que aquellos que han sido llamados, por la gracia de
Dios, a las órdenes sagradas, pongan de día en día mayor cuidado y diligencia
en leer, meditar y explicar las Escrituras, pues nada hay más conforme a su
estado.
4. Aparte de
su importancia y de la reverencia debida a la palabra de Dios, el principal
motivo que nos hace tan recomendable el estudio de la Sagrada Escritura son las
múltiples ventajas que sabemos han de resultar de ello, según la promesa cierta
del Espíritu Santo: «Toda la Escritura, divinamente inspirada, es útil para
enseñar, para argüir, para corregir, para instruir en la justicia, a fin de que
el hombre de Dios sea perfecto y pronto a toda buena obra»(7). Los ejemplos de
Nuestro Señor Jesucristo y de los apóstoles demuestran que con este designio ha
dado Dios a los hombres las Escrituras. Jesús mismo, en efecto, que «se ha
conciliado la autoridad con los milagros y que ha merecido la fe por su
autoridad y ha ganado a la multitud por la fe»(8), tenía costumbre de apelar a
la Sagrada Escritura en testimonio de su divina misión. En ocasiones se sirve
de los libros santos para declarar que es el enviado de Dios y Dios mismo; de
ellos toma argumentos para instruir a sus discípulos y para apoyar su doctrina;
defiende sus testimonios contra las calumnias de sus enemigos, los opone a los
fariseos y saduceos en sus respuestas y los vuelve contra el mismo Satanás, que
atrevidamente le solicitaba; los emplea aun al fin de su vida y, una vez
resucitado, los explica a sus discípulos hasta que sube a la gloria de su
Padre.
5. Los
apóstoles, de acuerdo con la palabra y las enseñanzas del Maestro y aunque El
mismo les concedió el don de hacer milagros(9), sacaron de los libros divinos
un gran medio de acción para propagar por todas las naciones la sabiduría
cristiana, vencer la obstinación de los judíos y sofocar las herejías
nacientes. Este hecho resalta en todos sus discursos, y en primer término en los
de San Pedro, los cuales tejieron en gran parte de textos del Antiguo
Testamento el apoyo más firme de la Nueva Ley. Y lo mismo aparece en los
evangelios de San Mateo y San Juan y en las epístolas llamadas Católicas; y de
manera clarísima en el testionio de aquel que se gloriaba de haber estudiado la
ley de Moisés y los Profetas «a los pies de Gamaliel», para poder decir después
con confianza, provisto de armas espirituales: «Las armas de nuestra milicia no
son carnales, sino poderosas para con Dios»(10).
Sobre as Provas da Existência de Deus à Luz da Ciência Natural Moderna — Pio XII
Alocução “Un ora”, 1952*
ÍNDICE
Introdução
Natureza e fundamentos das provas da existência de
Deus
Duas essenciais notas características do cosmo
A) A mutabilidade do cosmo. Fato da mutabilidade
a) no macrocosmo
b) no microcosmo
na esfera eletrônica
e no núcleo
O eternamente imutável
B) A direção das transformações
a) no macrocosmo: a lei da entropia
b) no microcosmo
C) O universo e seus desenvolvimentos
no futuro
no passado
D) O princípio no tempo
1. O distanciamento das nebulosas espirais ou
galáxias
2. A idade da crosta sólida da terra
3. A idade dos meteoritos
4. A estabilidade dos sistemas de estrelas duplas e
dos amontoados de estrelas
E) O estado e a qualidade da matéria originária
Conclusão
* * *
Na manhã de 22 de Novembro de 1951, o Santo Padre Pio XII, vindo de
Castel Gandolfo, concedeu uma audiência solene, na sala do Consistório, à
Academia Pontifícia de Ciências, por ocasião da “Semana de Estudo do problema
dos microssismos, organizada em Roma por esta Academia. Depois do discurso do
Santo Padre, o M. R. P. Agostinho Gemelli, Presidente da Academia Pontifícia de
Ciências, agradeceu ao Sumo Pontífice e fez menção, enumerando os seus
trabalhos particulares, dos acadêmicos pontifícios falecidos durante o ano.
Nossa tradução foi feita sobre o texto italiano aparecido em L’Osservatore
Romano a 23 de Novembro. Os subtítulos são do texto italiano, a numeração
marginal corresponde aos parágrafos do texto.
DISCURSO
dirigido, a 22 de Novembro de 1951,
à Pontifícia Academia das Ciências
Introdução
1. Uma hora de serena alegria, pela qual somos
grato ao Onipotente, é-Nos oferecida por esta reunião da Pontifícia Academia
das Ciências, e ao mesmo tempo dá-nos a grata oportunidade de palestrarmos com
um escol de eminentes Purpurados, de ilustres Diplomatas e de insignes
Personagens, e especialmente convosco, Acadêmicos Pontifícios, bem dignos da
solenidade desta assembléia, porquanto, indagando e desvendando os segredos da
natureza, e ensinando os homens a dirigirem para o seu bem as forças dela,
pregais ao mesmo tempo, com a linguagem dos algarismos, das fórmulas, dos
descobrimentos, as inefáveis harmonias do Deus sapientíssimo.
2. De fato, a ciência verdadeira, contrariamente a
arriscadas afirmações do passado, quanto mais avança tanto mais descobre Deus,
como se Ele estivesse vigiando à espera, por trás de cada porta que a ciência
abre. Antes, queremos dizer que, deste progressivo descobrimento de Deus,
operado nos incrementos do saber, não somente se beneficia o cientista, quando
pensa como filósofo — e como poderia abster-se disto?, — mas também tiram proveito
todos aqueles que participam dos novos achados ou os tomam para objeto das suas
considerações; e, de modo especial, tiram vantagem dele os genuínos filósofos,
visto como, tomando das conquistas científicas os impulsos para as suas
especulações racionais, daí auferem maior segurança nas suas conclusões, mais
claras ilustrações nas possíveis sombras, mais convincentes subsídios para dar
às dificuldades e às objeções uma resposta sempre mais satisfatória.
Natureza e fundamentos das provas da existência de
Deus
3. Assim movido e guiado, o intelecto humano vai ao
encontro dessa demonstração da existência de Deus que a sabedoria cristã
reconhece nos argumentos filosóficos, joeirados nos séculos de gigantes do
saber, e que para vós é bem conhecida na apresentação das “cinco vias” que o
Angélico Doutor S. Tomás oferece como itinerário expedito e seguro da mente a
Deus. Argumentos filosóficos, dissemos; mas nem por isto apriorísticos, como de
tal os acusa um ingeneroso e incoerente positivismo. Eles operam sobre
realidades concretas e certificadas pelos sentidos e pela ciência, mesmo se
força probante adquirem do vigor da razão natural.
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