quarta-feira, 28 de abril de 2021

CINCO NOVOS CURSOS MEUS GRATUITOS

                                                                                                                             Carlos Nougué

Omar Mansour já anunciou que disponibilizará cursos seus, o que esperamos com ansiedade. Mas em breve também Marcel e eu disponibilizaremos gratuitamente, na plataforma de cursos Estudos Tomistas, cinco novos cursos meus. São os seguintes:

1) A Cristandade Medieval;

2) As Três Revoluções;

3) Catolicismo e Ciências Modernas;

4) Como Ler Santo Tomás;

5) Os Filósofos Modernos e o Declínio da Cristandade.

Depois virão outros e outras coisas. Lembro, porém, que já há na plataforma outros cursos gratuitos meus, além dos pagos:

https://estudostomistas.eadplataforma.com/

sábado, 24 de abril de 2021

O GRANDE RESET

                                                                                                                     Carlos Nougué

 O que deveriam fazer nos dias de hoje e como sempre os católicos que têm alguma influência pública? Proclamar e proclamar que só se daria um verdadeiro reset se o mundo (ou parte importante dele) se pusesse sob o reinado social de Cristo. Se no entanto ficam a discutir um esdrúxulo reset inventado nas obscuras oficinas de Klaus Schwab, por um lado, e do QAnon, por outro, prestam um desserviço à fé -- até porque a pandemia fez retroceder o globalismo: crise econômica aguda, aumento do protecionismo econômico das nações, interrupção da imigração islâmica, confinamento dos cidadãos em territórios nacionais e das famílias em seus lares, e grave confronto entre EUA-Europa e Rússia-China. Além do mais, e por fim, entenda-se de uma vez por todas que a revolução, em todas as suas faces, já está mais que vitoriosa, razão por que não tem necessidade de nada oculto senão quanto aos embates entre as próprias nações revolucionárias. Repito o que já disse em outros lugares: Deixemos de brincar de detetive, e cumpramos o nosso papel.

quinta-feira, 22 de abril de 2021

O espírito liberal no meio católico na atual pandemia - Prof. Carlos Nougué

A MÃO PESADA DE DEUS

                                                                                                Carlos Nougué

 Os que hoje ainda negam a gravidade imensa da atual pandemia fazem-no por dois motivos. Primeiro, porque não têm o olhar da fé (ainda que se digam catolicíssimos...) para ver que a atual pandemia é um flagelo de Deus em punição da apostasia geral das nações (e na Igreja) e de suas legislações anticristãs e contranatura. Segundo, porque seguem algum guru ou santarrão liberal-conservador e/ou perenialista, cujo sucesso (tão efêmero) depende de manter vivo o espantalho do comunismo: todos os males do mundo advém do comunismo, como se a maioria das nações revolucionárias de hoje não fosse liberal e marcusiana ou sado-libertina. Com efeito, crer que Biden é comunista é crer em conto de fadas. Mas é que o liberal-conservadorismo, católico ou não, não quer reconhecer que todos os males se reduzem não ao comunismo, mas ao demônio, ao mundo e à carne. Ou seja, o segundo motivo reduz-se ao primeiro. E o que há de mais ridículo que católicos, clérigos ou leigos, se tornem paladinos da rebeldiazinha liberal contra máscaras, lockdowns e vacinas? Deixam de cumprir seu papel, que é o de clamar que ou as nações se porão sob o reinado de Cristo, ou serão sempre carniça para demônios. É a lição do Apocalipse de São João, que, porém, infelizmente, tantos católicos -- em geral os mesmos que negam a gravidade da pandemia -- não querem ler senão superficialmente, para continuar a anunciar o fim dos tempos próximo (oh!), a crer na necessidade de estocar alimentos, de comprar certas velas, etc. -- e a brandir o espantalho do comunismo (e o elogio do capitalismo). A conclusão é inescapável: o flagelo justiceiro de Deus não é só a dura pandemia, mas o endurecimento dos corações, tal qual Ele fez ao faraó do livro do Êxodo, o qual via mas não cria. 

https://g1.globo.com/mundo/noticia/2021/04/22/india-registra-recorde-de-casos-de-covid-quase-315-mil-em-um-dia.ghtml?fbclid=IwAR2l0lwIvIrZV0T97KfVxOEXnXQINBHSq0_pKK1U9DBqr9xfmSzUh3MdzYQ

sexta-feira, 9 de abril de 2021

A OBEDIÊNCIA DEVIDA PELO CATÓLICO ÀS AUTORIDADES CIVIS: A VOZ DO MAGISTÉRIO AUTÊNTICO DA IGREJA

Com efeito, escreve o Papa Gregório XVI na Encíclica Mirari vos:

“Condenação da rebeldia contra as autoridades

13. Mas, tendo sido divulgadas, em escritos que correm por todas as partes, certas doutrinas que lançam por terra a fidelidade e a submissão que se devem aos príncipes, com o que se alenta o fogo da rebelião, deve-se vigiar atentamente para que os povos, enganados, não se afastem do caminho do bem. Saibam todos que, como disse o apóstolo, toda autoridade vem de Deus e todas as que existem foram ordenadas por Deus. Aquele, pois, que resiste à autoridade resiste à ordem de Deus e se condena a si mesmo (Rom 13, 2). Portanto, os que com torpes maquinações de rebelião se subtraem à fidelidade que devem aos príncipes, querendo tirar-lhes a autoridade que possuem, ouçam como contra eles clamam todos os direitos divinos e humanos. 14. Não era este, certamente, o proceder dos primeiros cristãos, os quais, para obviar a tão grave falta, ainda que em meio das terríveis perseguições suscitadas contra eles, se distinguiram por seu zelo em obedecer aos imperadores e em lutar pela integridade do império, como provaram quer no pronto cumprimento de quanto lhes era ordenado (sempre que não se opusesse à sua fé de cristãos), quer vertendo seu sangue nas batalhas, pelejando contra os inimigos do império. Os soldados cristãos, diz Santo Agostinho, serviram fielmente aos imperadores infiéis, mas, quando se tratava da causa de Cristo, outro imperador não reconheceram que o dos céus. Distinguiam o Senhor eterno do senhor temporal; e, não obstante, pelo primeiro obedeciam ao segundo (In Ps. 124. n. 7).”

segunda-feira, 5 de abril de 2021

A NECESSIDADE DA GRAÇA PARA UMA BOA VIDA DE ESTUDOS E DE ESCRITA

                                                                                                                     Carlos Nougué 

Santo Tomás, na “Suma Teológica”, diz que em princípio alguém pode ser moralista sem ter uma vida moral. E está corretíssimo. Mas há que acrescentar a isso outras coisas ditas pelo mesmo Santo ao longo de sua vasta obra. Sobretudo, que, tendo o pecado original afetado de modo profundo a capacidade de operação de nossas potências – e a operação é o último grau de perfeição do ente –, o fato é que sem o auxílio da graça um moralista que não tenha vida moral não poderá alcançar maiores alturas na ciência ética, de modo que contribua para sua ampliação. Veja-se o caso de S. Tomás, que foi cinzelado especialmente por Deus para, isento de toda tentação, escrever as maiores obras de que o espírito humano já foi capaz. Mas alma tão beneficiada não poderia deixar de ser mística no sentido preciso de estar em união perpétua com Deus, o que, se sem dúvida se deve à graça, supõe por outro lado méritos devidos ao bom uso do livre-arbítrio sem os quais S. Tomás não teria crescido na amizade com Deus. Nada disto quer dizer, todavia, que a obra de S. Tomás seja mística no sentido em que o são as obras de um S. João da Cruz. A do Dr. Angélico é teológico-sagrada em sentido estrito, ainda que possa dizer-se mística em sentido lato; mas, por ser teológico-sagrada em sentido estrito, supõe da parte de seu autor considerável esforço de estudo próprio, e estudo no sentido corrente. O que sucede é que suas conclusões que tangenciam o místico podem dizer-se em palavras perfeitamente humanas e cristalinas, com o que se negam, assim, os exageros “místicos” ou gnósticos ou modernistas que hoje infestam de tantos modos a Igreja – ao passo que as obras de um S. João da Cruz não raro se vazam em metáforas (ou analogias de proporção imprópria), porque, com efeito, S. João da Cruz não quer concluir ao modo teológico-sagrado, o que supõe o silogismo demonstrativo, mas expor na medida do possível uma experiência sobrenatural. E tanto é verdade o que digo, que o mesmo S. Tomás, após ter tido, ao que parece – e como Moisés e S. Paulo –, um vislumbre da essência de Deus, já não quis escrever, porque para ele escrever significava fazê-lo por silogismos demonstrativos. – Como quer que seja, de todo o dito aqui fiquemos com o seguinte: ninguém será grande metafísico nem muito menos bom teólogo sem o auxílio da graça, sem vida de oração, e sem estar em amizade com Deus. Se se nega isto, nega-se ipso facto que nossa natureza esteja decaída por causa do pecado original. Mas, hão de objetar, Aristóteles e Platão eram pagãos e no entanto eram grandes metafísicos... Ao que se deve responder: Crê-se que o Espírito Santo deixou de agir em almas como a de Platão e a de Aristóteles? crê-se que estes não receberam graças atuais para ser o que foram? Neste caso, crê-se mal.