domingo, 31 de janeiro de 2016

A Ordem das Disciplinas: A Física Geral aristotélico-tomista (I) (3 de fevereiro - 21 h)


São Adão e Eva um mito? E a longevidade dos patriarcas? Que diz o Gênesis do povo grego e sua Filosofia? Por outro lado, pode afirmar-se cientificamente que a terra é imóvel? Que pensar da Teoria da Relatividade? Torna caduca a Física Geral aristotélico-tomista? Estes e outros assuntos se tratarão ao modo de introdução na primeira aula de Física Geral do curso A Ordem das Disciplinas (quarta-feira, 3 de fevereiro – 21 horas no Youtube, ao qual se pode entrar por aqui).

Oitavo hangout de Questões Teológicas (primeiro de fevereiro - 21 h)

sábado, 30 de janeiro de 2016

Em “A Ordem das Disciplinas”: A necessidade da Física Geral aristotélico-tomista, e crítica da Física moderna


Carlos Nougué

1) No curso Por uma Filosofia Tomista, o tratado da Física ocupou-nos bom número de aulas. Ali se pôde empreender uma efetiva introdução à Física Geral aristotélico-tomista, mas não pudemos dar senão poucos passos na crítica da Física moderna, que, se tende a constituir-se em ciência média ou mista entre a Física e a Matemática, carece todavia de verdadeiro método científico.
2) O que quer dizer isto último – o carecer de verdadeiro método científico – é o que começaremos a expor a partir da próxima aula do curso A Ordem das Disciplinas – segundo Santo Tomás de Aquino. Naturalmente, como este curso visa antes a orientar os estudos dos que iniciam sua marcha para a Sabedoria, tampouco aqui poderemos avançar além de certo ponto. Mas poderemos ir um pouco além do que fomos em Por uma Filosofia Tomista.
3) Assim, em certo número de aulas sucessivas do atual curso (a começar pela de 3 de fevereiro), além de indicarmos a bibliografia correspondente, trataremos:
a) os fins do estudo da Física Geral;
b) o acordo entre a fé e a razão, e entre o livro do Gênesis e as ciências naturais, segundo a devida ordem;
c) o que é a Física Geral (aristotélico-tomista);
d) o que é a Física moderna, e justa crítica dela;
e) Galileu, Newton, a Teoria da Relatividade, a Mecânica Quântica, etc.;
f) o movimento, a gravidade, a inércia, etc., segundo o ângulo aristotélico-tomista: indicações.
4) Não nos propomos a escrever um tratado de Física Geral. Mas pelo fim deste ano sairá pela editora Filocalia o quarto livro de Grandes Comentadores, coleção que coordenamos;* e este livro conterá um estudo introdutório nosso de mais de cem páginas, no qual daremos um como acabamento ao que se começou a dizer da Física Geral e da moderna em Por uma Filosofia Tomista e em A Ordem das Disciplinas.     




* Os dois primeiros livros da coleção (Da Criação do Mundo e Outros Escritos e Questões sobre o Gênesis), por lançar-se em março, são do teólogo judeu Fílon de Alexandria (c. 10 a.C.-c. 50 d.C.)., o primeiro a usar a Filosofia como serva da Teologia. O terceiro livro, por lançar-se em meados do ano, é de Santo Agostinho. 

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

A Ordem das Disciplinas - aula 8: A Ética, a Política e a História

Dominicanos de Avrillé: “Da Seita Neomodernista Que Ocupa a Igreja Católica”




Este texto, publicado pelos Dominicanos de Avrillé, trata da dualidade “igreja conciliar”-Igreja Católica. Rebate as duas posturas extremas que existem a este respeito (a dos acordistas e a dos “eclesiavacantistas”), concentrando o maior esforço na refutação da postura de Dom Fellay e demais ralliés ou acordistas (Non Possumus).


En español: Aquí

Em português: Aqui

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Se Dom Lefebvre era eclesiavacantista


1) Antes de tudo, leiam-se as palavras de D. Lefebvre na famosa Declaração de 21 de novembro de 1974: “Aderimos de todo o coração e com toda a alma à Roma católica, guardiã da Fe católica e das tradições necessárias para a manutenção dessa Fé, à Roma eterna, mestra de sabedoria e de verdade. Em contrapartida, negamo-nos (como nos negamos sempre) a seguir a Roma de tendência neomodernista e neoprotestante, que se manifestou claramente no Concílio Vaticano II, e, depois do Concílio, em todas as reformas que surgiram ele.” Logo, dizem os eclesiavacantistas, há duas Romas, a Igreja Católica e a “igreja conciliar”, e  existem separadamente.
Veja-se porém que D. Lefebvre distingue as duas Romas ou igrejas, mas não as considera como existindo separadamente uma da outra. Por isso diz mais adiante na mesma declaração que “nenhuma autoridade, nem sequer a mais elevada Hierarquia, pode obrigar-nos a abandonar ou a diminuir nossa Fé católica”. Ora, nestas palavras há um reconhecimento da autoridade da Hierarquia oficial. Continua: “Não é isso o que hoje em dia nos repete o Santo Padre? E, se manifestasse certa contradição em suas palavras e em seus atos bem como nos atos dos dicastérios, então optamos pelo que sempre se ensinou e fazemos ouvidos moucos às novidades destruidoras da Igreja (…) prosseguimos nossa obra (…) persuadidos de que podemos prestar melhor serviço à Santa Igreja Católica, ao Sumo Pontífice e às gerações futuras.” É pois EVIDENTE que D. Lefebvre reconhece aqui o Papa enquanto tal e aos dicastérios romanos como fazendo parte da Igreja.
2) Eis outras palavras de D. Lefebvre que os eclesiavacantistas interpretam em seu favor: “Eu digo: Roma perdeu a fé, queridos amigos. Roma está na apostasia.  Não estou dizendo palavras vazias! Essa é a verdade! Roma está na apostasia! Já não podemos ter confiança nessa gente. Eles abandonaram a Igreja! Eles abandonaram a Igreja! É verdade, é verdade. Não podemos entender-nos. É isso, asseguro-lhe, é a síntese. Não podemos seguir essa gente. Verdadeiramente estamos diante de gente que já não tem o espírito católico, que já não tem o espírito católico. É a abominação, verdadeiramente a abominação. Podemos dizer que essas pessoas que ocupam Roma atualmente são anticristos” (Conferência em Ecône, 4-9-1987).
Mas, se D. Lefebvre realmente julgasse que Roma se encontra em todos os sentidos fora da Igreja, nem haveria firmado o protocolo de acordo com Roma oito meses depois (maio de 1988), nem teria dito, pouco tempo depois, estas palavras, entre muitas outras: “(…) supondo que daqui a certo tempo Roma faça um chamado, que queira voltar a ver-nos, retomar o diálogo, nesse momento seria eu quem imporia as condições” (…) (Fideliter 66, 1988).  “Durante os últimos contatos que tive em Roma, várias vezes quis sondar suas intenções, medir se de fato havia uma mudança verdadeira. (…) Se fui discutir em Roma, é porque eu queria ver se podia chegar a um acordo com as autoridades da Igreja” (…) (Fideliter 68, 1989).
E isto é mais que suficiente para desvincular D. Lefebvre do eclesiavacantismo, embora se pudessem dar outros numerosos exemplos.

Cf.: ECLESIAVACANTISMO Parte 2.

A Ordem das Disciplinas - Aula 7 - A Poética (20/01, às 21 horas)

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Doutrina da Igreja a respeito da perenidade do Primado de Pedro e da Hierarquia


“1) A perenidade do Primado é definida explícita e diretamente no Concilio Vaticano [I] (D 1824s). [D 1825 Cânon. Se alguém, pois, disser que não é de instituição de Cristo mesmo, quer dizer, de direito divino, que o bem-aventurado Pedro tenha perpétuos sucessores no primado sobre a Igreja universal... seja anátema.]
2) A perenidade da Igreja é definida explícita, mas indiretamente, no mesmo Concílio (D 1821-1824s).
3) A perenidade da Hierarquia definiu-a implicitamente o Concílio Vaticano [I]. Com efeito, definiu explicitamente a perenidade do Primado (D 1824s). É assim que também definiu que é próprio do Primado ter subordinados a si e governar os Pastores ou Bispos da Igreja universal (D 1827-1831); logo, sempre haverá Pastores ou Bispos subordinados ao Primado. Isto mesmo é ensinado explicitamente na introdução à Constituição da Igreja (D 1821).”
Citação de Sacrae Theologiae Summa, pelos Padres da Companhia de Jesus, 4.ª ed., Madri, B.A.C., 1962, trat. III, “De la Iglesia de Jesucristo”, pelo P. J. Salaverri S. J., n° 294.

Observação. O que significa, porém, o dito acima se e quando o Papado e a Hierarquia são ocupados pela heresia é o que veremos proximamente, em especial na questão disputada Do Papa Herético, por publicar-se este ano.