sexta-feira, 13 de janeiro de 2023

O drama da tradução nas editoras católicas

                                                                                                             Carlos Nougué

Adquiri há uns meses duas séries de importantes livros de teologia católica traduzidos do espanhol e publicados por editoras católicas brasileiras. Naturalmente, não direi o nome destas; e é de muito elogiar seu esforço por lançar clássicos da teologia. É todavia muito de lamentar que a tradução destas obras seja tão ruim (tanto do ângulo da tradução mesma como do ângulo da gramática), que pode dizer-se as deforma ou adultera. Bem sei que em épocas de grave crise cultural, como a atual e a das invasões bárbaras, é difícil sustentar a boa gramática e a boa tradução. Mas há grande diferença entre um São Gregório de Tours pedir desculpas ao leitor por seu mau latim (como diz ele mesmo, chega a confundir nominativo e acusativo) e lançar obras fundamentais de teologia numa tradução horrorosa (a ponto de cair na armadilha de quase todos os falsos amigos do espanhol) e numa gramática ainda pior – sem sequer pedir desculpas ao leitor; antes, louvando-se pela iniciativa de sua publicação. Como estamos longe aqui do senso autocrítico do nosso santo das Gálias! Não há suficientes católicos que dominem a arte da tradução e a arte da gramática? Que estudem! Ou, se no meio da crise atual estão todos tomados de letargia e são incapazes de fazer de tudo para dominá-las, então que passem a tarefa a não católicos, a ateus, a quem quer que tenha expertise em ambas as coisas. E os há bastantes, sem dúvida alguma; são não só em algum grau competentes, mas capazes de traduzir e de escrever ao menos suficientemente bem até textos que vão contra suas crenças (ou descrenças). São profissionais no sentido moderno, e devemos valer-nos deles enquanto houver carência de expertos entre nós. A teologia, seu leitor e nosso idioma agradecerão.

sábado, 7 de janeiro de 2023

Lançamentos de livros de Carlos Nougué em 2023

                                                                                                                         Carlos Nougué

1) Lembrando que em fevereiro se lançarão dois novos livros meus (Dormições, de contos, pelas Edições Santo Tomás, e A Arte de Escrever Bem na Língua Portuguesa, minha segunda gramática, pela É Realizações), talvez já em janeiro lance um novo blog: “Um Católico Vai ao Cinema”, cujo objeto é óbvio. (Aliás, amo o formato blog e aborreço o formato site: aquele é feinho, mas prático e fácil de operar por este jurássico tomista, o exato contrário do outro, belo mas tão caprichoso...)

2) Lançamento de cinco outros livros:

a) Retórica e DialéticaSeu Lugar na Lógica, com o qual cumpro de algum modo a antiga promessa de lançar uma Suma Retórica e uma Suma Dialética;

b) Missão e Privilégios de Maria;

c) No Fragor da Batalha – Minha Defesa Quotidiana da Realeza Social de Cristo;

d) Escritos Metafísicos e Teológicos;

e) Comentário ao Apocalipse, de longe o mais ambicioso e mais trabalhoso. Serão, repito, cerca de 800 páginas. Asseguro-lhes que, com a ajuda de Deus, não deixarei pedra sobre pedra das doutrinas adulteradoras deste livro sagrado, que tão fundamental é especialmente para nossos dias.

Observação: estes cinco livros serão lançados não necessariamente nesta ordem. Mas todos, à exceção do Comentário ao Apocalipse, já estão prontos, faltando-lhes apenas o último burilamento e revisão. Lembre-se ainda que escreverei para a Contra Errores o longo estudo introdutório "Da necessidade da Física geral aristotélico-tomista".

AMDG