segunda-feira, 21 de setembro de 2020

O PE. GREGORY HESSE – OU O “TRADICIONALISMO CRÍTICO” ELEVADO AO ESCÂNDALO

  

Carlos Nougué

 

Tanto no livro Do Papa Herético como em “As Diversas Correntes na Igreja Atual” (https://www.estudostomistas.com.br/…/as-diversas-correntes-…) insisto na crítica do Pe. Álvaro Calderón ao “tradicionalismo crítico”, dando-lhe embora desdobramentos por que sou inteiramente responsável. Mas a suma importância desta crítica ressalta quando estamos diante de algo como o vídeo cujo link dou abaixo, do Pe. Gregory Hesse. Elevando ao escândalo neste vídeo o “tradicionalismo crítico”, esse Padre de origem austríaca (já falecido), considerado por não poucos como importante porta-voz da tradição em face do Concílio Vaticano II, julga-se no direito de julgar o magistério autêntico da Igreja, incluindo o magistério infalível. Partindo de uma suposta “falibilidade dos Papas”, e entre outras barbaridades, diz Hesse que Pio IX errou no ponto 42 da Ineffabilis Deus (a Bula da definição da Imaculada Conceição!) e que a Bula Unam Sanctam, de Bonifácio VIII, é herética (!). Une-se assim ao coro dos que detratam este papa e negam, hereticamente, a doutrina da Realeza de Cristo. Mas a Bula de Bonifácio VIII, além de ter caráter solene, está perfeitamente alinhada, por exemplo, com a Epístola Duo sunt (de São Gelásio I), com a Encíclica Sicut universitatis (de Inocêncio III), com a Encíclica Immortale Dei (de Leão XIII), com o lema do pontificado de São Pio X (“Instaurar tudo em Cristo”), com a Encíclica Quas primas (de Pio XI). Trata-se, pois, ao menos, de magistério ordinário infalível.

Ou seja, com tradicionalistas assim, para que necessitamos de modernistas?


https://www.youtube.com/watch?v=90aWxkNR3Bs&feature=youtu.be&fbclid=IwAR3wtRH903vzK3kQDBelGmPV52iBw0gfxquC-x1cSol962kgLJhB42iPJ_Q