domingo, 22 de janeiro de 2017

“Do Papa Herético” e o dilema conciliar


Carlos Nougué

Diante do grave dilema que nos impõe o magistério conciliar, e em particular o de Francisco, têm-se dado duas respostas. A primeira, reagindo aos desvios da fé por parte do Magistério conciliar, acaba com o mesmo Magistério, e pois com a mesma Igreja, negando assim a promessa de Cristo de que as portas do inferno não prevaleceriam. A segunda, pretendendo ater-se a esta mesma promessa, termina por calar-se diante dos referidos desvios da fé, ou até por segui-los, ambas as coisas inconvenientes. Tem-se buscado ainda, porém, uma posição média entre esses extremos, com doutrinas com a das “duas Igrejas” – mas sempre, a meu ver, insatisfatoriamente.
Por isso escrevi “Do Papa Herético”, ou seja, para mostrar que é possível uma posição média satisfatória entre tais extremos. Fundei-me amplamente nas Escrituras, no magistério da Igreja, na doutrina de multidão de Santos Padres, de Doutores e de teólogos – e em inegáveis fatos da vida pregressa da Igreja. E creio que, sim, consegui resolver neste escrito o referido dilema. Se o tiver feito, todavia, não terá sido senão pela só graça de Deus.