quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Dois novos cursos (gratuitos) de Carlos Nougué


A partir de outubro, começarão a ministrar-se gratuitamente online dois novos cursos:

1) A fé irracional da religião darwinista;

2) Fé e razão: a harmoniosa relação entre revelação e ciência.

O número de aulas e suas datas dar-se-ão oportunamente. Diga-se por ora apenas que se ministrarão paralelamente às dos dois novos cursos pagos:


89 aulas (em vídeo) de Rubén Calderón Bouchet


segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Link para o primeiro dia (03/09/2016) dos quatro dias de debate entre Carlos Ramalhete e Carlos Nougué (e explicação do debate)




O debate via hangouts entre Carlos Ramalhete e Carlos Nougué em torno do tema “Concílio Vaticano II – continuidade ou ruptura?” dar-se-á do seguinte modo.
1) Serão quatro dias de debate, cada um dos quais com cerca de duas horas, em quatro sábados seguidos (dia 3, 10, 17 e 24 de setembro, sempre a partir das 17 horas).
2) O debate versará sobre estas duas questões:
a) Se há continuidade no Magistério da Igreja de S. Pedro aos dias de hoje, sem interrupção no Concílio Vaticano II e dele em diante.
b) Se se pode resistir sistematicamente à potestade e autoridade de jurisdição do Papa e dos Bispos por ele designados, bem como à legislação canônica por ele promulgada, etc., em alguma situação ou condição.
3) Durante todo o primeiro dia, Carlos Nougué defenderá o NÃO com respeito à primeira questão.
4) No segundo dia, Carlos Ramalhete defenderá o SIM com respeito à primeira questão durante o mesmo tempo que usou Carlos Nougué no primeiro dia, e depois Carlos Nougué terá direito a uma tréplica de meia hora.
5) Durante todo o terceiro dia, Carlos Ramalhete defenderá o NÃO com respeito à segunda questão.
6) No quarto dia, Carlos Nougué defenderá o SIM com respeito à segunda questão durante o mesmo tempo que usou Carlos Ramalhete no terceiro dia, e depois Carlos Ramalhete terá direito a uma tréplica de meia hora.    

Observação final de Carlos Nougué: esta espécie de debate ou disputa é algo inédito no Brasil, e creio que em todo mundo se tornou inusual desde há muito tempo. Retoma-se nela, ainda que com as necessárias adaptações, um método escolástico – a disputatio oral – de alcançar a verdade ou ciência. Tudo, esperemo-lo, para maior glória de Deus.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

"Há saída política para o Brasil?", por Carlos Nougué


Publicado em Dextra

No mundo atual, confluem politicamente três revoluções (não confundi-lo com projetos globalistas): a liberal-democratista, a comunista e a marcusiana. A primeira provém, antes de tudo, da Revolução Francesa; a segunda, desta e da maquinação diabólica de Karl Marx; a terceira, destas duas e do “marxismo cultural” da Escola de Frankfurt, cujo representante mais efetivo e talvez até mais diabólico foi Herbert Marcuse. Pois bem, limitando-me aqui ao mais evidente (em razão do espaço dado para este texto), o mundo hoje é hegemonicamente marcusiano, pelo cumprimento da antinatural pauta globalista, e democratista, pelo regime político majoritário: o republicano fundado no sistema partidário e no sufrágio universal. Há, é verdade, monarquias fundadas nesses mesmos princípios (Espanha, Holanda, etc.), a maioria das quais, ademais, é hegemonicamente marcusiana.  A revolução mais estritamente comunista reduz-se a países da América ibérica, à Coreia do Norte e a poucos mais.
Pois bem, para que nos certifiquemos do malefício da Revolução (ou seja, daquela tríplice revolução), olhemos tanto para o convulso mundo contemporâneo – à beira da desagregação – como para a alternância de democratismo e de comunismo desde o século XIX, a qual não se atenuou senão com a referida hegemonia da revolução marcusiana – a causa principal da referida desagregação. Naturalmente, se se pergunta se é preferível viver sob o comunismo ou sob o democratismo, a resposta é óbvia em princípio: sob o democratismo, porque, como dizia Santo Tomás de Aquino, onde mais participam, menos são oprimidos. Mas trata-se de que o mesmo liberal-democratismo é o pasto de onde germinam tanto a revolução comunista como a marcusiana, como se patenteia pela referida alternância, pelo fato de que o comunismo não é senão uma extensão do jacobinismo, etc.
Ora, os defeitos do democratismo residem, justamente, em seus dois fundamentos. Para que se entenda, diga-se que tinha toda a razão o liberal conservador Edmundo Burke ao dizer que a democracia inglesa era de 400 mil famílias: batia-se assim contra o sufrágio universal, uma aberração jacobina que, por exemplo, faz que no Brasil um drogado de 16 anos tenha o mesmo peso eleitoral que o nosso Desembargador Ricardo Dip. Mas equivocava-se o mesmo Edmundo Burke ao ser, ele mesmo, o constituidor do sistema partidocrático que hoje nos avassala: porque, com efeito, não só os partidos atuam em ordem às próximas eleições, senão que, para serem tais, têm de forçosamente cristalizar-se em torno de alguma ideologia e/ou de algum centro oligárquico. Se pois se soma à partidocracia a revolução marcusiana, tem-se o apocalíptico tempo em que nos coube viver.
A título de ilustração, digo que defendo sem hesitar o regime misto propugnado por Santo Tomás de Aquino: misto de monarquia, de aristocracia e de democracia. Mas democracia não democratista, ou seja, sem partidos – e ele já conhecia os guelfos e os gibelinos... – nem sufrágio universal, um pouco aqui na linha de Burke e as suas 400 mil famílias. Diferentemente talvez de Burke, porém, o regime misto de Santo Tomás pressupunha em quase toda a extensão a virtude, na linha agora do Pio XII do pós-guerra.
Se se pergunta, todavia, se tal regime é factível no mundo ou no Brasil contemporâneos, devo dizer que parece que não. Por isso é que temos de viver constantemente a escolher algum mal menor. Sucede porém que no Brasil surgiu uma novidade que pode vir a constituir algo acima da mera linha do mal menor: o movimento monarquista liderado pela família imperial dos Orleães e Braganças. Em verdade, não posso aderir sem reservas a este movimento, porque mo impede em especial seu liberalismo econômico. Mas, antes de tudo, e ao contrário de ao menos quase todas as monarquias atuais, nossa família imperial não é de modo algum marcusiana, muito pelo contrário. Depois, não parece ser democratista, ainda que, como um Engelbert Dollfuss, não tenha como escapar de todo do democratismo imperante. Isso é o bastante para que o nosso movimento monarquista seja uma novidade ímpar no mundo atual. Mais que isso, não só cresce, conquanto em ritmo ainda muito difícil de precisar, senão que tende a crescer bem mais, pela simples razão de que o que rui no Brasil não é só o regime oligárquico-comunista-marcusiano do PT: rui a república partidocrática como um todo. Com efeito, não é possível que praticamente cem por cento dos partidos se mostrem corruptos sem que o sistema mesmo de que decorrem não o seja de modo essencial.
A nós, pois, a escolha.              

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Um candidato católico e tomista à vereança do Rio de Janeiro

Sidney Silveira

C. N.

Não é difícil constatar que nossas possibilidades de bem votar nas próximas eleições para a vereança se reduzem a quase zero. E, no entanto, na cidade do Rio de Janeiro temos uma novidade talvez sem-par: um católico e, ademais, tomista – Sidney Silveira – é candidato a vereador. Não só terá meu voto, mas conta desde já com meu firme apoio. Eis a página de sua campanha:


segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Quando o Rosário venceu o comunismo no Brasil

Em 1964, no Brasil, o presidente João Goulart tentava organizar a passagem de seu país para o comunismo, segundo o modelo de Cuba. Ele conseguira infiltrar tanto os cargos importantes quanto as escolas e universidades da maior parte do país
Todavia, durante quase todo o ano precedente, o Padre Patrick Peyton, da Congregação de Santa Cruz, havia pregado uma cruzada do Rosário, percorrendo o país afim de convencer os fiéis a voltarem-se para Nossa Senhora. O povo se lembra disso no momento de perigo. Os primeiras pessoas a mobilizarem-se foram as mulheres brasileiras, desfilando pelas ruas da cidade rezando o terço. Uma vez, na cidade de Belo Horizonte, elas (em número de três mil) impediram uma conferência de Leonel Brizola, representante de Cuba, invadindo a sala onde ele devia falar; todas elas rezando o Rosário. Ao sair, Brizola encontra as ruas igualmente cheias, a perder de vista, de mulheres em oração. E ele deixa a cidade com, no bolso, um dos discursos mais incendiários de sua carreira… o qual ele não pôde pronunciar.
Em 13 de março, Goulart decreta a mudança da Constituição, a abolição do congresso e a confiscação das indústrias e das fazendas.
Isso desencadeia uma reação por parte das mulheres. O texto seguinte foi propagado em todo o Brasil: “Este país imenso e maravilhoso, com o qual o bom Deus nos presenteou, está num perigo extremo. Nós permitimos que homens de uma ambição sem limites, desprovidos de toda fé cristã e de todo escrúpulo lançassem nosso povo na miséria, destruíssem nossa economia, perturbassem nossa paz social, semeassem o ódio e o desespero. Eles infiltraram nossa nação, nossas administrações, nosso exército, e até nossa Igreja, com os servos de um totalitarismo que nos é estranho e que destruiria tudo o que possuímos. (…) Santa Mãe de Deus, protegei-nos do destino que nos ameaça, e afastai de nós os sofrimentos infligidos às mulheres martirizadas de Cuba, da Polônia, da Hungria e das outras nações reduzidas à escravidão”.
Novas e grandiosas “marchas do terço” foram organizadas em todo o país, das quais participaram homens, mulheres e jovens, enquanto Luiz Carlos Prestes, líder do Partido Comunista Brasileiro, provocava-os, dizendo: “O poder, nós já o temos”.
Mas, pouco a pouco, o presidente se sente pressionado de todas as partes. Os governadores dos estados, os deputados, os generais do exército, um por um, separaram-se dele. No dia 26 de março, para salvar o país, os militares tomam o poder, sem derramar sequer uma gota de sangue. Goulart e os líderes comunistas dos sindicatos fogem.
Em 2 de abril toda a população do Rio e das redondezas estava na rua para uma gigantesca marcha de oração, a qual foi uma apoteose de ação de graças a Nosso Senhor e Nossa Senhora.
Em julho, o Padre Valério Alberton, Promotor das Confrarias Marianas do Brasil1, vai a Fátima agradecer à Santíssima Virgem a salvaguarda de seu país. “Nós vencemos graças a Nossa Senhora do Rosário”, declara ele. “É a mensagem de Fátima, posta em prática no Brasil, o que nos salvou”. […] O repetidos apelos à oração e à penitência, segundo o espírito de Fátima, revivem a fé, que move montanhas, e o impossível se realiza: o milagre de uma guerra vencida sem nenhuma gota de sangue. O comando contrarrevolucionário previa ao menos três meses de luta intensa. Ora, uma força, humanamente falando inexplicável, faz desmoronar, como um castelo de cartas, todo o dispositivo militar, paciente e diabolicamente edificado durante muitos anos. A evidência da graça é tamanha que todos ficam convencidos de que tudo aquilo não tinha explicação humana. Os chefes militares e civis da contrarrevolução são quase unânimes em atribuir esta vitória a uma graça especial da Santíssima Virgem. Muitos declaram que o Rosário foi a arma decisiva” (Voz de Fátima, outubro 1964)2.

Notas:
1 – Durante os acontecimentos, essas confrarias haviam inscritos 200.000 homens e pessoas jovens em seus registros, verdadeiro exército pacífico a serviço de Nossa Senhora.
2 – Estas informações foram recolhidas em um suplemento em “Defense du Foyer”, nº especial de primavera, 1965.

Revista dos Dominicanos de Avrillé: Le Sel de la Terre
Tradução Sr. Renato

domingo, 14 de agosto de 2016

Divulgação do livro "Estudos Tomistas - Opúsculos"

Dois novos cursos (pagos) de Carlos Nougué


C. N.

Em outubro e em novembro terão início dois novos cursos on-line meus:
• em outubro, História da Música Erudita Ocidental (litúrgica e profana) (clique aí para todas as informações);
• em novembro, História da Filosofia: Do Impulso Grego ao Abismo Moderno (clique aí para todas as informações).
O primeiro já o ministrei presencialmente. O segundo é o mesmo curso iniciado anos atrás e suspenso por motivos de doença. Vem agora em formato mais exequível para o atual momento; e com sua retomada como que pago uma dívida.
Anuncio-os desde já para que os interessados já se possam ir programando em todos os sentidos. Ademais, é o tempo de que terei necessidade para gravar tantas aulas (ao todo, 48).
Como quer que seja, parece-me que com estes dois novos cursos* dou grandes passos em direção à meta que estabeleci para minha velhice: não só percorrer mas ajudar a percorrer a longa estrada que conduz à Sabedoria.

Novo curso (pago) de Carlos Nougué (para outubro): «História da Música Erudita Ocidental (litúrgica e profana)»


História da Música Erudita Ocidental
(litúrgica e profana)

Curso on-line de 24 horas ministrado por 
Carlos Nougué

[Curso já ministrado presencialmente e fundado
em nosso livro Das Artes do Belo, por publicar-se.]


 “A música não tem por fim senão louvar a Deus e recrear a alma
(dentro de justos limites). Quando se perde isso de vista, já não pode haver
verdadeira música, e não restarão senão barulhos e gritos infernais.”
Joahnn Sebastian Bach


[Comunicado 1]

Novo curso (pago) de Carlos Nougué (para novembro): «História da Filosofia: Do Impulso Grego ao Abismo Moderno»


História da Filosofia:
Do Impulso Grego ao Abismo Moderno

Curso on-line de 64 horas ministrado por 
Carlos Nougué

[Trata-se do mesmo curso iniciado anos atrás
e suspenso por motivos de força maior.
Vem agora em formato mais exequível
para o atual momento.]


 “A felicidade última do homem está na contemplação da Verdade.”
Santo Tomás de Aquino


[Comunicado 1]

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Lançamento de “Estudos Tomistas – Opúsculos”, de Carlos Nougué


O livro Estudos Tomistas – Opúsculos é uma reunião justamente de opúsculos de Carlos Nougué, tomista cuja obra se diversifica em diversos âmbitos: a Gramática, a Lógica, a Física, a Metafísica, a Teologia Sagrada.
E, de fato, o primeiro destes opúsculos é A Gramática, Arte Subalternada à Lógica. O segundo, As Duas Primeiras Operações do Intelecto: Uma Crítica a Maritain e a Outros Tomistas. O terceiro, uma Tradução Comentada do Artigo da Suma Teológica Se em Deus São o Mesmo a Essência e o Ser – em torno da questão ser versus existência”. O quarto, estritamente teológico, é Se Se Deve Rezar pela Salvação do Mundo. E o quinto, por fim, O Que É a Ideologia.
São todos textos fundados no aristotelismo-tomismo ou no tomismo puro e simples, mas constituem aplicações originais a campos ou não tratados diretamente por Aristóteles e por Santo Tomás, ou polêmicos entre os próprios tomistas.
Carlos Nougué é autor ainda da Suma Gramatical da Língua Portuguesa – Gramática Geral e Avançada (Editora É Realizações) e de outras seis obras que estão no prelo, cinco das quais já anunciadas na orelha destes Estudos Tomistas.
Para adquirir seu exemplar com frete grátis por tempo limitado:



Conferências do Professor Élsior, um dos maiores tomistas brasileiros (I)


C. N.

A Élen e a Plínio

Contra a sombra que sempre se abateu, propositadamente ou não, sobre os baluartes do tomismo no Brasil, é que começo a publicar aqui as magníficas conferências do Professor Élsior, esse mestre de todos que já nos deixou há dois anos e que lançou as sementes de sua sabedoria sobretudo nas terras da Bahia. Está mais que na hora de fazê-las germinar, frutificar em todo o Brasil, neste momento em que a Verdade pode começar a mostrar melhor sua face.
Começamos a divulgação de sua obra magisterial (e magistral) disponibilizando nove de suas numerosíssimas aulas ou conferências. Pelo link abaixo, encontra-se uma pasta denominada “Professor Elssior” (sic): nela estão as nove referidas aulas, que se podem ouvir diretamente ou baixar.


Agradeçamos penhoradamente a Leo Renan o trabalho tão generoso de formatar cerca de 30 CDs com as aulas ou conferências do Professor Élsior e de disponibilizá-los pouco a pouco no referido endereço.
Tive a honra imensa de ter o Professor Élsior entre os assistentes de uma palestra que dei em Salvador sobre a Realeza de Cristo. Quem o visse diria: um assistente mais. Na verdade, estávamos com os papéis invertidos.
Que tomemos como a luzeiros – que de fato o são – não só sua sabedoria mas sua simplicidade virtuosa e intelectual, essa simplicidade tão própria do verdadeiro católico e tão própria do verdadeiro tomista.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

"A liberdade segundo Santo Tomás de Aquino" - palestra de Carlos Nougué



A palestra “A liberdade segundo Santo Tomás de Aquino” foi ministrada no dia 6/8/2016 na casa de Plínio Magno, em Lauro de Freitas, cidade vizinha a Salvador (BA).
Dividida em duas partes, pode ouvir-se no mesmo site a que remete o link, ou baixar-se em MP3.

  

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Ainda aos desavisados: não sou liderança de nada


C. N.

Alguns desavisados (e espera-se que sejam só isso) andam a dizer por aí que sou liderança laica deste ou daquele grupo religioso. Mas não o sou de modo algum, nem, muito menos, jamais recebi delegação eclesiástica alguma para sê-lo. Para que tal se provasse, bastariam a coerência de minha vida pública de católico e todas as palavras que amiúde escrevi contra, justamente, a liderança de movimentos religiosos por laicos. Como porém se trata de desavisados, faço-lhes o favor de transcrever breve passagem do prólogo de meu Estudos Tomistas – Opúsculos, cuja campanha de divulgação há de começar amanhã:
“[Como disse] Pio XII na “Alocução aos Cardeais e Bispos para a canonização de Pio X” (31 de maio de 1954): “[...] deve sustentar-se o seguinte: nunca houve, nem há, nem haverá jamais na Igreja um magistério legítimo de leigos que tenha sido subtraído por Deus à autoridade, guiamento e vigilância do magistério sagrado [...]. Isso não significa que a Igreja proíba aos leigos a profissão (como num eco para maior aplicação e difusão) da única e verdadeira doutrina: a do sagrado Magistério. Um comportamento assim, longe de opor ao magistério espiritual eclesiástico um magistério espiritual que, em si, seria laico […], um comportamento assim, ao contrário, é sinal da subordinação que deve existir entre o poder temporal do laicato e o poder espiritual dos clérigos. A Igreja não terá jamais demasiados leigos teologicamente formados para fazer que penetre na substância do temporal o fermento da doutrina elaborada pela hierarquia eclesiástica”.
Que porém a Igreja não proíba aos leigos tal profissão não quer dizer, de modo algum, insista-se, que eles possam liderar movimentos religiosos, porque, com efeito, o que é líder tem de reunir em si dois requisitos: a autorictas, ou seja, a posse da verdade, o que na Igreja não é possível senão pela assistência do Espírito Santo (prometida e dada tão somente ao magistério quando cumpridas propriamente ou analogamente as quatro condições vaticanas); e a potestas, ou domínio dos meios para fazer os súditos atingir o fim assinalado pela verdade. Naturalmente, há muito que aprofundar quanto a isto, o que faço no referido prólogo; quanto ao que nos interessa aqui, porém, baste o dito.
Mas, ademais, nunca me propus a líder nem sequer de movimentos políticos ou sociais, senão que me limito a ensinar e a escrever segundo o aristotelismo-tomismo. Quanto trato assuntos políticos práticos, faço-o pois como indivíduo, não como liderança. Se alguma influência tenho sobre almas, tal não decorrerá senão da força do mesmo aristotelismo-tomismo, quer no âmbito do filosófico, quer no do teológico sagrado. Mas no campo do prático sempre será uma influência mediata, ou ainda indireta – o que não é próprio do líder.
E ponto final.

“Fora Dilma” ou “Fora, Dilma”?


C. N.

Como se mostra na Suma Gramatical da Língua Portuguesa, muitas vezes as discussões a respeito de certas questões gramaticais são antes, digamos, “bizantinas”. E é, com efeito, o que me parece dar-se quanto ao lema “Fora Dilma”, que segundo alguns deveria grafar-se “Fora, Dilma”. Mas ambas as possibilidades são de aceitar.
1) Se se considera “Dilma” como vocativo, então obviamente deverá estar a vírgula: “Fora, Dilma”.
2) Pode considerar-se, porém, que esteja elíptico algo como “que caia”: “[Que caia] Fora Dilma”. E então obviamente não haverá vírgula, porque “Dilma” exercerá aí a função de sujeito de oração optativa (segundo o explicado, uma vez mais, na Suma Gramatical).

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

“Sobre el valor y la censura de las proposiciones en Teología”, por el P. Michaele Nicolau, S.I., y el P. Ioachim Salaverri, S.I.


EPÍLOGO

SOBRE EL VALOR Y LA CENSURA DE
LAS PROPOSICIONES
EN TEOLOGÍA

884. Del valor teológico de las proposiciones.
885. Prenotando. Presupuestas ya las tesis que hemos probado en el tratado acerca del Magisterio Eclesiástico, pretendemos tratar con brevedad acerca de las Notas de valor y de censura de las proposiciones en Teología, las cuales se deducen necesariamente e inmediatamente de las tesis probadas; y en verdad nos proponemos explicar solamente las principales Notas dé esta naturaleza, a saber aquellas que extraemos de la relación de las proposiciones con el Magisterio Universal de la Iglesia y con las Fuentes mismas de la revelación divina,
Las censuras teológicas ya fueron empleadas en la edad media par Juan XXII en contra de los errores de los Fraticelli, de Marsilio Patavino y de otros, y también por el Concilio de Constanza en contra de Wicleff y Hus; y posteriormente el uso de las censuras en la iglesia fue frecuente.
886. Nociones. Valor de las proposiciones en Teología es el juicio que expresa positivamente el grado de certeza que les compete a ellas por la armonía de éstas mismas con la verdad, la cual verdad la muestran las Fuentes de la revelación y el Magisterio universal.
Censura de las proposiciones en Teología es el juicio que expresa negativamente el grado de falsedad que les compete a éstas por su apartamiento de la verdad, la cual verdad la muestran las Fuentes de la revelación y el Magisterio universal.
Las denominaciones, con las que se expresan el valor o la censura de las proposiciones, son varias. Se llaman Notas, porque notifican la importancia teológica que tienen las proposiciones; se denominan Calificaciones, porque indican la cualidad teológica de las proposiciones; reciben el nombre de Valores o Censuras, porque muestran la categoría de la estima o desaprobación Que merecen las proposiciones teológicas,
Método con el que vamos a proceder. Deduciremos en Teología las. Notas del valor y de la censura de las proposiciones inmediatamente de las tesis probadas acerca de las Fuentes de la revelación, las cuales Fuentes contienen la palabra de Dios escrita o bien transmitida por Tradición- oral, y acerca del Magisterio universal, «al cual Dios confió la custodia y la interpretación de su palabra».
Al definir las Notas y las Censuras seguimos aquel criterio de interpretación estricta que la Iglesia misma nos ha ordenado con estas palabras: «Nada se entiende que ha sido declarado o definido dogmáticamente, a no ser que conste esto de modo manifiesto; CIG can.1323 & 3.

“El mutuo acuerdo de los teólogos es también criterio de la tradición; y la autoridad de Santo Tomás", por el P. Michaele Nicolau, S.I., y el P. Ioachim Salaverri, S.I.



Artículo II

El mutuo acuerdo de los teólogos
es también criterio de la tradición

TESIS 21. El mutuo acuerdo de los Teólogos en tensas de fe y de costumbres es criterio cierto de la Tradición divina.

846. Nexo. En la tesis anterior hemos probado que el mutuo acuerdo de los Santos Padres es criterio de la Tradición divina, a causa de las conexiones íntimas que se dan entre este mutuo acuerdo y el Magisterio auténtico de la Iglesia. Al constar históricamente que se dan ciertas conexiones semejantes entre el Magisterio de la Iglesia y el mutuo acuerdo de los Teólogos, éste es el motivo por el que establecemos esta tesis.
847. Nociones. Ya tenemos suficientemente claro por la tesis anterior qué significan las nociones de CRITERIO y MUTUO ACUERDO, y también las condiciones de las que debe estar dotada la MATERIA DE FE Y DE COSTUMBRES acerca de la cual deben versar. Ahora vamos a explicar la noción de Teólogo.
TEOLOGOS son los varones que han cultivado la ciencia que trata acerca de lo relacionado con Dios, sacando esta ciencia de las fuentes de la revelación. Bajo esta noción general quedan comprendidos los Teólogos católicos y los no católicos. Reciben el nombre de Teólogos no católicos aquellos que pretenden extraer de las fuentes de la revelación la ciencia acerca de los temas relacionados con Dios guiados exclusivamente por la luz de la razón y por criterios filosófico-históricos. Teólogos católicos son aquellos los cuales extraen de las fuentes de la revelación la ciencia de los temas relacionados con Dios mediante un método ciertamente científico, filosófico-histórico, no obstante ayudados por la luz de la razón iluminada por la fe y por el Magisterio auténtico de la Iglesia en calidad de criterio supremo (cf. PIO XII «Humani generis»: D 2313, 2314).

"Los Santos Padres son criterio de la Tradición", por el P. Michaele Nicolau, S.I., y el P. Ioachim Salaverri, S.I.

Nota previa nuestra. Publicamos hoy el primero de los dos artículos de “Acerca de los criterios de la Tradición”, capítulo V del libro II de la Suma de la Sagrada Teología, por el P. Michaele Nicolau, S.I., y el P. Ioachim Salaverri, S.I. (Madrid, BAC, 1964, traducción del original latino Summa Sacrae Theologiae); el segundo artículo y el epílogo del capítulo se publicarán sucesivamente. Ahora bien, esta Summa es ya un clásico, y se hizo indispensable a los estudios de la Sagrada Teología. Cierto es que no podemos hoy estar de acuerdo con su división general en “Teología fundamental” y “Teología dogmática”, la que, si tiene a su favor la recomendación de los papas de la primera mitad del siglo XX, tropieza, sin embargo, con uno de los fundamentos de la doctrina de Santo Tomás (cfr. Summa Theologiae, I, q. 1, a. 3): “Respondeo dicendum sacra doctrinam unam scientiam esse” (Respondo: debe decirse que la doctrina sagrada es una ciencia una), o sea que no tiene partes subjetivas como tiene, por ejemplo, la Física general (ni potenciales como la Lógica). Decimos, además, que unos pocos puntos de la doctrina del P. Salaverri en “De Ecclesia Christi” (en el tomo I de esta misma Summa) pueden discutirse. Nada de eso, sin embargo, es capaz de empañar la importancia de esta obra, tomista de intención y de consecución. Y, si publicamos el capítulo mencionado, lo hacemos por su importancia para las mismas disputas en que participamos hace tiempo ya.   

*  *  *

CAPÍTULO V

ACERCA DE LOS CRITERIOS DE LA TRADICIÓN

Artículo I

Los Santos Padres son criterio de la Tradición

Tesis 20. El mutuo acuerdo de los Santos Padres en lo Concerniente a la fe y a las costumbres es criterio cierto de la Tradición divina.
814. Nexo. Hemos probado que la tradición divina es fuente primordial de la Tradición. Hemos dicho que los órganos de esta Tradición divina son las personas, mediante las cuales se transmite la revelación en la Iglesia desde los Apóstoles de una forma continuada hasta nosotros. Hemos mostrado que los actos, con los que los órganos de la Tradición transmiten la revelación, pueden reducirse, según San Pablo (1 Cor 15,13.11), a la predicación y a la fe de la Iglesia. Ahora bien esta predicación y fe ha producido algunos efectos permanentes, los Cuales reciben el nombre de monumentos rectos de la Tradición, por lo cuales podemos deducir con todo derecho, qué es lo que ha predicado y ha creído la Iglesia desde los Apóstoles hasta nosotros. Entre estos monumentos de la Tradición sobresalen los escritos de los Santos Padres. De donde preguntamos: ¿Qué aportan estos escritos de los Santos Padres en orden a conocer la revelación divina?