domingo, 10 de julho de 2016

Proposta de formalização de debate com o Prof. Carlos Ramalhete

C. N.

Hoje alguém, creio que por Facebook, propôs ao Prof. Carlos Ramalhete o seguinte debate entre este e mim: “Concílio Vaticano II – continuidade ou ruptura?”.
Pois bem, conquanto eu tivesse dito que só debateria ao final da série Da Necessidade de Resistir ao Magistério Conciliar, não vejo como rejeitar esta proposta, que o Prof. Ramalhete também aceitou, ainda que assinalando que se deveria formalizar e normatizar a modalidade do debate.
Faço-o eu agora, da maneira seguinte.
1) A disputa dar-se-á em moldes escolásticos entre os dois debatedores, com um mediador cuja única função será controlar o tempo de cada um (pode indicá-lo o Prof. Ramalhete).
2) A disputa far-se-á via hangouts de acesso universal: assistirá a ela quem quer que o deseje fazer, sem ter, porém, possibilidade de intervir.
3) Serão cinco dias de disputa, nos quais se debaterão respectivamente estes cinco pontos:
a.  Se o chamado magistério conciliar é ou não é infalível;
b. Se se pode ou não se pode pôr em discussão algum magistério, e especialmente o conciliar;
c. Se o magistério conciliar tem algum grau de autoridade ou não o tem;
d. Se o magistério conciliar impõe sua autoridade de modo indireto ou não o faz;
e. Se se deve ou não se deve resistir ao magistério conciliar.
4) Cada debate dos quatro primeiros dias durará duas horas, divididas do seguinte modo:
a. Trinta minutos para um dos debatedores expor ao outro suas objeções quanto ao ponto do dia;
b. Uma hora para este responder.
c. Trinta minutos para aquele treplicar.
Observação: será escolhido por sorteio o debatedor que no primeiro dia começará expondo suas objeções. Nos demais três dias, os debatedores alternar-se-ão regularmente entre exposição de objeções, resposta e tréplica.
5) No quinto dia, que se usará à guisa de conclusão, cada um dos debatedores terá uma hora para falar livremente. Começará por falar aquele que não foi sorteado para começar o primeiro dia.
Observação. Esta formalização é para mim condição sine qua non para participar de qualquer debate em torno deste tema. Com efeito, debater tão grave e tão árduo tema em poucas horas e de modo não escolástico é tão nefasto, tão ligeiro e tão irresponsável como tratá-lo em pequenos artigos de Internet. – Naturalmente, porém, contrapropostas de detalhe da parte do Prof. Ramalhete encontrar-me-ão disposto a conceder.
Conclusão:
Fico à espera da resposta do Prof. Carlos Ramalhete (que me há de ser transmitida por alguém, uma vez que não frequento o Facebook). Se o aceitar, sugiro que o conjunto da disputa se dê em um dia de semana (excetuadas a quinta-feira e a sexta-feira) durante cinco semanas sucessivas, a começar da primeira de setembro, porque até lá a tradução de três obras (duas latinas) mo impede. Quanto à hora, sugiro que comecemos sempre às 21 horas. Aos que não os puderem acompanhar ao vivo pelo avançado da hora, diga-se que os debates permanecerão universalmente disponíveis no Youtube. – Se porém o Prof. Ramalhete não o aceitar, ponto final de minha parte com respeito a ele. Apenas o consignarei.
Observação final 1: supõe-se sempre aqui que nenhum dos debatedores degrade a disputa com ofensas nem com slogans ao modo de um agitador político.  
Observação final 2: ainda que estes debates venham a dar-se no meio da escrita da série Da Necessidade de Resistir ao Magistério Conciliar, esta não se interromperá, senão que, se Deus o quiser, chegará ao final.