terça-feira, 28 de junho de 2016

La Syrie sous le joug des 4 cavaliers de l'Apocalypse (A Síria sob o jugo dos 4 cavaleiros do Apocalipse)


Jean-Claude e Geneviève Antakli apresentam sua obra Syriapocalypse. Tratam ali os três últimos anos de conflito na Síria e desvelam o plano de Washington para incendiar o mundo árabe-muçulmano e redesenhar o mapa geopolítico do Oriente Próximo. Jean-Claude e Geneviève Antakli explicam também o papel que desempenharam as petromonarquias do Golfo, a Turquia e a oposição síria soi disant democrática para a desestabilização do poder de Bachar el-Assad. 


L'imposture de la démocratie : vers un nouveau régime politique

Novo vídeo de divulgação do curso "O melhor regime político": A vitoriosa revolução de Herbert Marcuse

terça-feira, 21 de junho de 2016

Aulas completas do curso “A Ordem das Disciplinas segundo Santo Tomás de Aquino”


A Ordem das Disciplinas - Aula 1

Curso A Ordem das Disciplinas - Aula 2

A Ordem das Disciplinas - Aula 3 - A Gramática

Aula 4 de A Ordem das Disciplinas - O Aprendizado de Outras Línguas

Aula 5 de A Ordem das Disciplinas - A Arte de Traduzir

Aula 6 de A Ordem das Disciplinas - O Órganon Aristotélico

A Ordem das Disciplinas - Aula 7 - A Poética (20/01, às 21 horas)

A Ordem das Disciplinas - aula 8: A Ética, a Política e a História

A Ordem das Disciplinas: A Física Geral aristotélico-tomista (I) (3 de fevereiro - 21 h)

A Ordem das Disciplinas: A Física Geral aristotélico-tomista (II) (quarta-feira 17 de fevereiro - 21 h)

A Ordem das Disciplinas: A Física Geral aristotélico-tomista (III) (quinta-feira, 25/2, às 21 horas)

A Ordem das Disciplinas: A Física Geral Aristotélico-tomista IV (última aula de Física)

A Ordem das Disciplinas (penúltima aula) - Metafísica (quarta-feira 25 de maio, às 21 horas)

A liberdade segundo Santo Tomás (II): «Se todas as coisas apetecem a Deus mesmo»

C. N.

(Exposição)

 

Se todas as coisas apetecem a Deus mesmo[1]


A maioria das coisas apetece naturalmente a Deus – atenção! – implicitamente, não explicitamente. Para mostrá-lo, diga-se, com efeito, que toda causa segunda só pode influir sobre seu efeito na medida em que recebe da causa primeira – e Deus é a causa primeira de tudo e em todos os sentidos – a virtude ou poder para isso. Pois bem, há quatro causas (a eficiente, a material, a formal e a final), mas aqui não nos interessa senão duas delas (a eficiente e a final). Desse modo, assim como para a causa eficiente (ou seja, a causa «fazedora») influir é agir, assim também para a causa final (ou seja, a causa das causas, aquela em razão da qual ou em ordem à qual a causa eficiente faz algo) influir é ser apetecida ou desejada. Por isso mesmo, assim como o agente ou causa eficiente segunda só age graças à virtude ou poder que lhe vem do agente ou causa primeira, assim também o fim segundo só é apetecido graças ao que lhe vem do fim primeiro (também e mais propriamente dito último, porque, embora seja o primeiro na intenção, é o último na consecução ou conseguimento): porque, com efeito, de algum modo a causa segunda se assemelha à primeira. Desse modo, assim como Deus, por ser o agente ou causa eficiente primeira, age em todos os outros agentes (segundos), assim também Deus, por ser o fim último, é apetecido por todos os outros fins (ou seja, todos os outros fins se ordenam a Deus).
Mas isso, se considerado em geral, é justo apetecer a Deus implicitamente. De fato, a virtude ou poder da causa primeira está na causa segunda assim como os primeiros princípios estão nas conclusões.[2] Mas reduzir analiticamente as conclusões a princípios,[3] ou reduzir as causas segundas às primeiras, pertence tão somente à virtude ou potência racional. Sendo assim, apenas a natureza racional pode ordenar a Deus mesmo os fins segundos mediante certa análise ou resolução, de maneira que apeteça a Deus explicitamente. Desse modo, assim como nas ciências a conclusão só será correta mediante a redução analítica aos primeiros princípios, assim também o apetite da criatura racional só será reto se apetecer explicitamente a Deus mesmo.
Acrescentem-se as seguintes precisões.
• Deus pode ser conhecido de dois modos: ou em si mesmo, ou em seus efeitos. Se conhecido em si mesmo, ou seja, enquanto é por essência a própria bondade, não pode ser amado por nós, nesta vida.[4] Nesta vida, não o podemos conhecer senão por seus efeitos, ou seja, por sua criação, e só segundo isto, portanto, há de ser apetecido ou amado.
A criatura racional é propriamente a única capaz de Deus, porque é a única que o pode amar e conhecer explicitamente. Mas as demais criaturas participam de algum modo da semelhança de Deus, e por isso a seu modo apetecem a Deus.
Note-se porém que para nós, nesta vida, a necessária identidade entre Deus e o fim último do homem – ou seja, a felicidade ou beatitude – não é evidente, ou seja, o homem não a reconhece necessariamente, ao contrário do que se dá, por exemplo, com o fato de o quadrado ter lados e ângulos iguais ou com o de a soma de 1 + 1 ser igual a 2: o reconhecimento deles pelo intelecto é de caráter necessitante. Com efeito, diz Santo Tomás de Aquino: “Há bens particulares que não têm vinculação necessária com a beatitude, porque se pode ser beato [bem-aventurado] sem eles. A tais bens a vontade não adere necessariamente. Mas há outros bens que têm vinculação necessária com a beatitude, ou seja, aqueles pelos quais o homem adere a Deus, o único em que se encontra a verdadeira beatitude. Antes porém que a necessidade dessa vinculação seja demonstrada pela certeza da visão da divindade [a visão beatífica], a vontade não adere necessariamente a Deus nem às coisas que são de Deus. Mas a vontade de quem vê a Deus por sua essência adere necessariamente a Deus, assim como agora queremos necessariamente ser felizes. É patente, portanto, que a vontade não quer necessariamente tudo o que ela quer” (Suma Teológica, I, q. 82, a. 2). Para que nesta vida se reconheça a identidade entre Deus e a felicidade do homem, é preciso, antes de tudo, conhecer que Deus é, e, ademais, concluir por tal identidade (o que muito ordinariamente depende da própria revelação divina); ora, nem aquele conhecimento nem o objeto desta revelação são evidentes; logo, nesta vida, nunca tal identidade se dará necessariamente.[5] Voltaremos a este ponto.

(Continua.)




[1] Vide Santo Tomás de Aquino, De Verit. q. 22, a. 2; Super Sent. I, d. 3, q. 1, a. 1, ad 2 e II, d. 1, q. 2, a. 1-2 ; Cont. Gent. III, cap. 17-18; Sum. Th. I, q. 6, a. 1, ad 2 e q. 44, a. 4; Comp. Theol., cap. 100-101.
[2] Por exemplo, muitas conclusões da geometria se seguem do princípio de que o todo é maior que a parte. Se pois se seguem deste princípio, é porque este mesmo princípio se encontra nelas, assim como a causa primeira se encontra na causa segunda.
[3] Ou seja, falando tecnicamente, resolvê-las em princípios.
[4] Por isso, todavia, é amado em si mesmo pelos que o veem por essência, ou seja, os homens e os anjos bem-aventurados. E, com efeito, tanto mais se ama a Deus quanto mais se conhece a Deus mesmo. (Como se verá, ademais, contra a equivocada opinião de Duns Scot, o bem-aventurado já não pode pecar, porque seu intelecto já descansa na Verdade, e sua vontade já está definitivamente fixada por uma caridade perfeita. Nesse sentido, o bem-aventurado não apetece propriamente a Deus, senão que propriamente o ama.) Por outro lado, nesta vida mais vale amar a Deus que conhecê-lo, e é justamente segundo o grau deste amor que, na beatitude eterna, os bem-aventurados veem mais ou menos perfeitamente a Deus. Nossa Senhora, por conseguinte, é o beato humano que mais perfeitamente vê a Deus por essência.
[5] Cf. ainda para o tema, Santo Tomás de Aquino, De veritate, X, 12, especialmente ad 5; XXII, 7; Suma contra os Gentios, I, I, 6 e 11; Suma Teológica, I, q. 2, a. 1, ad 1; I, q. 82, a. 1-2; etc. Em sentido contrário, cf. por exemplo R. Garrigou-Lagrange, El realismo del principio de finalidadop. cit., pp. 201-219; e Dios. I. Su existencia, Madri, Ediciones Palabra, 1976, p. 240-270.

domingo, 19 de junho de 2016

A Princesa Isabel

Da necessidade de resistir ao magistério conciliar (IX)


C. N.

Objeções ao primeiro artigo desta série,
e sua respectiva solução
(continuação)  


Sexta Objeção

Alguns negam que o magistério conciliar seja infalível como magistério ordinário universal porque interpretam a condição de “universal” ou como universalidade local, ou como universalidade temporal, ou como as duas ao mesmo tempo, segundo o cânon lirinense “quod ubique et quod semper”.[1] Mas nenhuma dessas três opiniões se sustenta diante uma crítica teológica séria.

Solução da Sexta Objeção

Como se disse na resposta geral, o magistério conciliar jamais poderia vir a constituir magistério ordinário universal porque as falácias ou sofismas liberais impostos no e desde o Vaticano II levaram os pastores a renunciar, de fato, a exercer seu magistério doutrinal de modo imperativo ou imperioso. Não se pode negar, evidentemente, que tais falácias modernistas se fizeram doutrina comum em todos os campos da teologia no âmbito da chamada Igreja conciliar; e acabaram por tornar-se o próprio corpo doutrinário do novo Catecismo da Igreja. Mas tal unanimidade está longe de constituir magistério ordinário universal, porque é uma unanimidade antes quanto ao pluralismo e à libertinagem que os pastores deixaram que tomassem de assalto à Igreja. “Tudo pode ser dito”, escreve o P. Álvaro Calderón, “tudo pode ser discutido, desde que não se pretenda impor aos outros a própria maneira de pensar.” Mas o magistério ordinário universal – ou seja, o dotado do carisma da infalibilidade – dá-se quando os bispos em comunhão com o papa ensinam determinada doutrina com uma firmeza equivalente ou análoga à de uma definição ex cathedra: em outras palavras, quando a impõem por sua própria autoridade aos fiéis, sem espaço algum para discussão. Não há porém como negar que esta atitude do magistério já não existe hoje. A pura propagação de doutrinas e de modos de pensar universal a poder de jornal e de televisão e não de pregação e de imposição magisterial não tem nada que ver com a pétrea unanimidade do magistério que ensina em nome do Mestre Jesus.
Tem-se hoje uma situação caótica em que se ouvem verdades católicas misturadas com opiniões as mais heréticas, e em que os pastores da Igreja, repita-se, não querem impor sua autoridade porque foram persuadidos de que o “sentir dos fiéis” é infalível e alcança por si só a verdade. Pois é esta mesma situação de abandono dos fiéis por parte do magistério o que São Vicente de Lerins supunha ao dar seu cânon ao mesmos fiéis cristãos (“quod ubique, quod semper, quod ab omnibus creditum est”): “Que fará um católico cristão”, escreve ele, “se vir que o contágio da novidade se esforça por devastar já não já uma partezinha somente, mas toda a Igreja universal? Nesse caso, todo o seu afã será aderir à antiguidade, a qual já não pode ser vítima de enganos de novidade alguma”. Pois é por isso mesmo que, para refutar os erros do liberalismo modernista que se fez vitorioso no Vaticano II, recorremos e devemos recorrer aos teólogos anteriores e ao magistério anterior ao Vaticano II. “E se na mesma antiguidade”, continua São Vicente, “se descobrir o erro de duas ou três pessoas, e quem sabe até de alguma cidade ou província? Então ele [o cristão católico] se esforçará resolutamente por opor à temeridade ou ignorância de alguns poucos os decretos, se os houver, de algum concílio universal, celebrado por todos na antiguidade”.[2] Também nós, ante as falácias ou sofismas conciliares, devemos recorrer aos principais documentos do magistério tradicional, do Concílio de Trento e do Concílio Vaticano I antes de tudo, e depois à doutrina certa ou segura das encíclicas pontifícias até Pio XII. “E se, finalmente”, prossegue o nosso santo, “se suscitar uma questão sem que ele [o cristão católico] tenha nenhum desses auxílios ao seu alcance? Então ele se esforçará por pesquisar e consultar, comparando-as entre si, as sentenças dos antigos, daqueles que, mesmo vivendo em lugares e em tempos diversos, por terem perseverado na fé e na comunhão de uma mesma Igreja Católica, foram tidos por mestres acreditados; e o que eles, não um ou dois somente, mas todos em consentimento unânime, abertamente, repetidamente, persistentemente tiverem defendido, escrito, ensinado, entenda [o fiel cristão católico] que isso é também o que ele deve crer sem dúvida alguma”. Esses são os critérios para recorrer teologicamente à tradição da Igreja. Muitos dos erros e das confusões atuais não foram condenados ou definidos explicitamente pelo magistério anterior, razão por que é preciso atuar como teólogos para refutá-los, confiando sempre na tradição e atendo-nos sempre a ela.
Aliás, depois da autoridade do magistério, não há nada que um liberal modernista abomine mais que o recurso à tradição.[3] Mas atenção: é verdade que, para que tenha autoridade teológica, um argumento tomado da tradição tem de gozar de certa universalidade local e temporal. As sentenças do magistério, todavia, têm autoridade por si mesmas, segundo, como dito, a intenção com que são propostas.


Sétima Objeção

Deixando de lado a infalibilidade do magistério enquanto docente, permanece a infalibilidade do povo fiel enquanto crente. Tanto a doutrina tradicional como a conciliar ensinam que o Espírito Santo assiste o povo cristão para que ele jamais caia universalmente em erro em matéria de fé e de costumes. Pois bem, após o Vaticano II houve imediata e universal aceitação de suas novas orientações da parte dos católicos de todo o mundo; e o grupo dos que rejeitaram as mudanças é quase nulo, se se compara àquela imensa maioria. Portanto, ainda que o magistério conciliar não tivesse a nota de infalibilidade como magistério ativo, tê-la-ia, sim, como magistério passivo ou crido pelo povo cristão.

Solução da Sétima Objeção

Como dito em nossa resposta geral, o Espírito Santo não assiste a profissão de fé do povo cristão de modo imediato, mas “por meio do magistério autêntico”.[4] Se assim é, o modo como se dá a profissão de fé dos fiéis reflete o modo como tal profissão é proposta pelo magistério. Ora, como visto, o magistério conciliar não impôs suas novidades com firme autoridade doutrinal (nem o poderia fazer: é liberal), senão que as propôs num clima de diálogo e de pluralismo teológico. Por conseguinte, tais novidades se difundiram entre os fiéis não à maneira de crenças defendidas com firmeza e com unanimidade entre eles, mas como uma enfermidade espiritual pela qual cada um pode crer o que lhe pareça melhor segundo sua consciência. Mas isto está incalculavelmente distante do consenso da universalidade dos fiéis quanto à fé, o qual, este sim, constitui critério teológico certo. Explique-se um pouco mais.
A profissão de fé do povo cristão depende da decisão ou da confirmação do magistério da Igreja. Nosso Senhor assegurou que a universalidade dos fiéis nunca poderia cair em erro – “as portas do inferno não prevalecerão” –, mas disse igualmente que a firmeza do edifício provinha do fundamento ou alicerce sobre o qual se punha: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão sobre ela” (Mt 16, 18). “O Espírito Santo”, escreve o P. Álvaro Calderón, “inspira internamente o coração dos fiéis de maneira tal, que eles sempre necessitam da confirmação exterior da autoridade para ter certeza quanto àquilo em que creem. E, quanto mais viva é a fé de um cristão e mais luzes recebe de Deus, mais ele sente a incerteza de seu próprio juízo e mais busca a confirmação exterior daqueles de quem Nosso Senhor disse: ‘Quem vos ouve, a Mim ouve’.” E, com efeito, os primeiros Padres da Igreja se gloriaram não de ensinar suas próprias inspirações, mas de transmitir o que tinham recebido dos Apóstolos.
O que acontecia então acontece ainda hoje: o povo cristão segue crendo no que lhe ensinam seus pastores. Ora, se hoje seus pastores lhe ensinam que ele tem de seguir suas próprias inspirações porque são infalivelmente guiadas pelo Espírito Santo, ele também “crê” nisso: mas trata-se de fé totalmente humana. Mas este mesmo povo fiel acaba por cair em grandíssima confusão: e não poderia deixar de ser assim porque já ninguém tem certeza de nada. O sofisma liberal da “vontade popular” é falso tanto na ordem religiosa como na ordem política. “Assim como com a mentira da ‘democracia’ política”, diz ainda o P. Calderón, “se substitui a legítima autoridade dos poderes públicos pela autoridade perversa dos poderes ocultos que manejam a propaganda, assim também com a nova ‘democracia religiosa’ introduzida pelo Vaticano II se substituiu a autoridade do magistério por uma [autoridade] oculta, também apoiada na publicidade. E podemos ter certeza de que esse novo poder inspirador não é o Espírito Santo.”
Pois bem, sim, os erros liberais que se espalharam desde o Concílio contagiaram mais ou menos a imensa maioria dos católicos. Mas não como doutrinas de contornos precisos e professadas com firmeza e convicção, mas como “disposição espiritual viciosa pela qual se valoriza mais a liberdade que a verdade”. É impossível, com efeito, que uma opinião se estabeleça firmemente entre multidão tão extensa e tão diversa como a que compõe a Igreja se for ensinada em linguagem ambígua e sem imperiosidade, justamente como o faz o magistério conciliar.
“Mas é claro”, conclui com perfeição o P. Calderón, “que não podia ser de outra maneira, porque não há poder sobre a terra ou debaixo dela que possa induzir os pastores da Igreja, por mais corrompidos que estejam, a ensinar o erro com a clareza e a firmeza de uma definição dogmática: pelo carisma da infalibilidade, Nosso Senhor Jesus Cristo ligou seus espíritos para que nessas condições só possam ensinar a verdade.” 

(Continua, com a última objeção a este artigo e com sua solução.) 



[1] Trata-se do cânon de São Vicente de Lerins (cf. o cap. 2 de seu Commonitorium, século V). Reza, com efeito, este cânon, que teve grande importância para as definições do Concílio Vaticano I e para o mesmo entendimento da Tradição: “quod ab omnibus, quod ubique, quod semper creditum est” (o que foi acreditado [ou admitido] por todos, em toda parte e sempre).
[2] São Vicente de Lerins, op. cit., cap. 3.
[3] Cf. ainda, sobre este recurso, Commonitorium, cap. 23; e Conc. Vaticano I, DS 3020. 
[4] Franzelin, De divina Traditione, p. 103.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Novo curso (pago) de Carlos Nougué: «O melhor regime político segundo Santo Tomás (e o atual momento brasileiro)»


O Melhor Regime Político
segundo Santo Tomás
(e o atual momento brasileiro)

Curso on-line de 18 horas ministrado por 
Carlos Nougué


 “A felicidade última do homem está na contemplação da Verdade.”
Santo Tomás de Aquino

[Comunicado 1]

ABERTURA DAS INSCRIÇÕES PARA O CURSO

1) A partir do dia 4 de julho próximo, estarão abertas as inscrições para o curso on-line O Melhor Regime Político segundo S. Tomás (e o atual momento brasileiro), de 18 horas, divididas em 12 aulas de cerca de uma hora e meia cada uma.
2) As inscrições far-se-ão em nosso site:

VALOR E FORMAS DE PAGAMENTO

1) Valor total:
a) ou R$ 180,00 em até 6 parcelas sem juros no cartão de crédito;
b) ou R$ 165,30 por pagamento à vista mediante débito on-line ou boleto bancário.
Observação. O pagamento se fará, em nosso próprio site, mediante o PagSeguro.
2) Ao pagarem, os alunos-subscritores receberão automaticamente uma senha de acesso aos vídeos-aula e à bibliografia; e aos que se inscreverem em julho enviar-se-á, no mesmo mês e ao endereço posto por eles mesmos no cadastro, o livro Estudos Tomistas – Opúsculos.

INÍCIO E DURAÇÃO DO CURSO 

1) O curso se iniciará no mesmo dia 4 de julho próximo.
2) Os alunos-subscritores terão acesso aos vídeos-aula durante um ano a contar da data de inscrição.

EMENTA DO CURSO

I. Apresentação geral:
1. A Política segundo Santo Tomás.
2. Ciência da Política e Prudência Política.
II. Os regimes políticos segundo Santo Tomás.
1. A monarquia: virtudes e dificuldades; sua corrupção: a tirania.
2. A aristocracia: virtudes e dificuldades; sua corrupção: a oligarquia. 
3. A politia (ou democracia não democratista): virtudes e dificuldades; sua corrupção: a democracia democratista.
Excurso: A democracia dos 400 mil de Edmund Burke.
4. Os regimes mistos.
5. O regime misto assinalado por Santo Tomás como a melhor forma de regime.
III. A devida ordenação do poder temporal ao espiritual.
IV. A política na Cristandade.
IV. O progressivo fim da cristandade e suas razões.
V. A revolução e suas etapas.
§ As sementes.
1. O Renascimento, Henrique VIII e a chamada Reforma.
2. O naturalismo, o iluminismo e o liberalismo.
3. A Revolução Industrial Inglesa: o cercamento dos campos e a ruína da família camponês-obreira.
Excurso: Se a economia pode pensar-se autonomamente.
4. A Revolução Francesa: o esmagamento da monarquia e dos corpos intermediários, e da ordenação do poder temporal ao espiritual – a Igreja sitiada.
5. Marx, a Primeira Guerra Mundial e a Revolução Russa – a reação da Igreja e da Cristandade restante.
6. Antonio Gramsci; György Lucácks e seu “Terrorismo Cultural”; o chamado neomarxismo da Escola de Frankfurt: Max Horkheimer, Erich Fromm, Herbert Marcuse, Theodor W. Adorno, Jürgen Habermas, Walter Benjamin, entre outros;
7. A Segunda Guerra Mundial, a consolidação das democracias liberais, a expansão do comunismo.
8. O Concílio Vaticano II.
9. A vitoriosa revolução marcusiana – “É Proibido Proibir” e “A Imaginação no Poder” – e a queda do Muro de Berlim.
VI. O mundo atual e a preparação para o advento do Anticristo: questões político-teológicas.
VII. O Brasil atual: a ruína do regime republicano-partidário, e o crescimento do movimento monarquista.

CURRÍCULO DE CARLOS NOUGUÉ

I. Dados pessoais:
Nome: Carlos (Augusto Ancêde) Nougué;
Nacionalidade: brasileira;
Idade: 64 anos.
II. Qualificações profissionais:
1) Professor de Filosofia e de Teologia por diversos lugares;
2) Professor de Tradução e de Língua Portuguesa em nível de pós-graduação;
3) Tradutor de Filosofia, de Teologia e de Literatura (do latim, do francês, etc.);
4) Lexicógrafo.
III. Autor dos seguintes livros:
Suma Gramatical da Língua Portuguesa – Gramática Geral e Avançada (São Paulo, É Realizações, 2015, 608 pp.);
Estudos Tomistas – Opúsculos (Formosa, Edições Santo Tomás; por sair este mês);
Comentário à Isagoge de Porfírio (Formosa, Edições Santo Tomás; por lançar-se);
Comentário às Categorias de Aristóteles (Formosa, Edições Santo Tomás; por lançar-se);
Das Artes do Belo (São Paulo, É Realizações; por lançar-se);
A Necessidade da Física Geral Aristotélica (São Paulo, É Realizações; por lançar-se como estudo introdutório da tradução do Comentário de Santo Tomás à Física de Aristóteles).
Do Papa Herético (Formosa, Edições Santo Tomás; por lançar-se).
IV. Outros cursos on-line ministrados por Carlos Nougué:
V. Responsável pelas seguintes páginas web:
• Estudos Tomistas (www.estudostomistas.com.br);
• A Boa Música (www.aboamusica.com.br).

Observação geral. Há em nosso site uma seção chamada Perguntas Mais Frequentes (F.A.Q.), em que cremos responder a todas as possíveis dúvidas a respeito do Curso. Caso, porém, persista alguma dificuldade, escreva-se a Marcel Barboza (cursos@carlosnougue.com.br).

CAPA DO LIVRO ESTUDOS TOMISTAS – OPÚSCULOS 



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Uma iniciativa conjunta
Central de Cursos Contemplatio
Associação Cultural Santo Tomás