segunda-feira, 24 de março de 2014

Vigilanti cura (en español)


Vigilanti cura


CARTA ENCÍCLICA DEL PAPA PÍO XI
SOBRE LA CINEMATOGRAFÍA


INTRODUCCIÓN:

Siguiendo con ojo vigilante, como lo requiere nuestro Oficio Pastoral, la labor benéfica de nuestros hermanos en el episcopado y de los fieles, ha sido muy agradable para nosotros conocer sobre los frutos ya recogidos y sobre los progresos que se siguen realizando por la prudente iniciativa lanzada hace más de dos años atrás como una cruzada santa contra los abusos de las imágenes en movimiento y encomendada de manera especial a la “Liga de la Decencia”.
Este excelente experimento nos ofrece ahora una oportunidad muy positiva de manifestar más completamente nuestro pensamiento respecto a un asunto que toca íntimamente la vida moral y religiosa de todo el pueblo cristiano.
En primer lugar, expresamos nuestra gratitud a la jerarquía de los Estados Unidos de América y a los fieles que cooperaron con ellos, por los importantes resultados que ha obtenido la “Liga de la Decencia”, bajo su dirección y orientación. Y nuestra gratitud es más intensa por el hecho de que estábamos profundamente angustiados al notar con cada día que pasa el progreso lamentable --magni passus extra viam-- del arte e industria de la cinematografía en la representación del pecado y el vicio.

I. RECORDANDO ADVERTENCIAS PREVIAS

Vigilanti cura (em português)


CARTA ENCÍCLICA

VIGILANTI CURA

DO SUMO PONTÍFICE

PAPA PIO XI

AOS VENERÁVEIS IRMÃOS ARCEBISPOS, 
BISPOS E DEMAIS ORDINÁRIOS 
DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA, 
EM PAZ E COMUNHÃO COM A SÉ APOSTÓLICA
SOBRE O CINEMA


Veneráveis Irmãos

Saudação e Bênção Apostólica

Elogio da “Legião da decência”

1. Acompanhamos com vigilante solicitude, como exige o Nosso ministério apostólico, cada obra dos venerandos antístites e de todo o povo cristão; por isto Nos foi sumamente consoladora a notícia de ter já sazonado frutos salutares e porfiar ainda mais ricas vantagens aquela providente iniciativa, que fundastes há mais de dois anos e cuja realização confiastes de modo especial à “Legião da Decência”, com o fito de, qual santa cruzada, reprimir os abusos das representações cinematográficas.
2. Isso Nos oferece o ensejo, há tanto tempo almejado, de externar mais amplamente Nosso parecer sobre este assunto, relacionado tão de perto com a vida moral e religiosa de todo o povo cristão. Antes de tudo Nos congratulamos convosco por ter esta Legião, guiada e instruída por vós e apoiada pela valiosa cooperação dos fiéis, já prestado, neste setor do apostolado, tão relevantes serviços; alegria tanto mais intensa quanto, angustiados, registrávamos que a arte e indústria do cinema chegara, por assim dizer, “em grandes passos fora do caminho”, ao ponto de mostrar a todos, em imagens luminosas, os vícios, crimes e delitos.

I – O cinema e a moral cristã

Zelo da Sé Apostólica neste campo

Miranda prorsus (em português)



MIRANDA PRORSUS

SOBRE A CINEMATOGRAFIA,
O RÁDIO E A TELEVISÃO

CARTA ENCÍCLICA
DO SANTÍSSIMO SENHOR NOSSO
POR DIVINA PROVIDÊNCIA

PIO XII PAPA
AOS VENERÁVEIS IRMÃOS
PATRIARCAS, PRIMAZES, ARCEBISPOS E BISPOS
E OUTRO ORDINÁRIOS DO LUGAR
EM PAZ E COMUNHÃO COM A SÉ APOSTÓLICA


Introdução

Preâmbulo


Os maravilhosos progressos técnicos, de que se gloriam os nossos tempos, sem dúvida são fruto do engenho e do trabalho humano, mas são primeiro que tudo dons de Deus, Criador do homem e inspirador de todas as obras; “não só produziu as criaturas, mas uma vez produzidas defende-as e protege-as”. (1)
Alguns destes novos meios técnicos servem para multiplicar as forças e as possibilidades físicas do homem, outros para lhe melhorarem as condições de vida, outros finalmente - e estes dizem mais respeito à vida do espírito - servem, diretamente ou mediante uma expressão artística, para a difusão das ideias, e oferecem a milhões de pessoas, de maneira facilmente assimilável, imagens, notícias e lições, como alimento quotidiano do espírito, mesmo nas horas de lazer e repoiso.
Entre as técnicas referentes a esta ultima categoria, como todos sabem, alcançaram desenvolvimento extraordinário, durante o nosso século o cinema, o rádio e ultimamente a televisão.

Motivos do interesse da Igreja

Com particular alegria, mas também com prudência vigilante de Mãe, procurou, desde o princípio, a Igreja seguir e proteger os seus filhos no caminho maravilhoso do progresso das técnicas de difusão.
Tal solicitude deriva diretamente da missão que lhe confiou o Redentor Divino, porque essas técnicas - na geração presente - têm poderoso influxo no modo de pensar e agir dos indivíduos e comunidades.
Há ainda outra razão que leva a Igreja a interessar-se especialmente pelos meios de difusão: é que Ela, superior a todos os demais, tem o encargo de transmitir aos homens uma mensagem universal de salvação: “anunciar aos povos as investigáveis riquezas de Cristo, e mostrar a todos qual é a economia do mistério escondido desde o começo em Deus, que tudo criou”; (2) mensagem esta de incomparável riqueza e força, que deve ser recebida na alma de todos os homens, sejam quais forem a nação ou tempo a que pertençam.

Miranda prorsus (en español)




MIRANDA PRORSUS

CARTA ENCÍCLICA DEL PAPA PÍO XII
SOBRE EL CINE, LA RADIO Y LA TELEVISIÓN

INTRODUCCIÓN

PREÁMBULO

Los maravillosos progresos técnicos, de que se glorían nuestros tiempos, frutos sí del ingenio y del trabajo humano, son primariamente dones de Dios, Creador del hombre e inspirador de toda buena obra; “no enim solum protulit creaturam, verum etiam prolatam tuetur et fovet”.1
Algunos de estos nuevos medios técnicos sirven para multiplicar las fuerzas y las posibilidades físicas del hombre, otros para mejorar sus condiciones de vida; pero hay aún otros que miran más de cerca a la vida del espíritu y sirven, directamente o mediante una expresión artística, a la difusión de ideas, y ofrecen a millones de personas, en manera fácilmente asimilable, imágenes, noticias, enseñanzas, como alimento diario de la mente, aun en las horas de distracción y de descanso.
Entre las técnicas que se refieren a esta última categoría, han tomado un extraordinario desarrollo, durante nuestro siglo, como todos bien saben, el cine, la radio y la televisión.

MOTIVOS DEL INTERES DE LA IGLESIA

Con particular alegría, pero también con vigilante prudencia de Madre, la Iglesia ha tratado desde el principio de seguir los pasos y proteger a sus hijos en el maravilloso camino del progreso de las técnicas de difusión.
Tal solicitud proviene directamente de la misión que le ha confiado el Divino Redentor, porque dichas técnicas -en la presente generación- tienen un poderoso influjo sobre el modo de pensar y de obrar de los individuos y de la comunidad.

domingo, 23 de março de 2014

Una palabra del magisterio sobre la determinación del tiempo del Anticristo y del Juicio



Una palabra del magisterio sobre la determinación
del tiempo del Anticristo y del Juicio

 En efecto, en 1516, bajo el papado de León X, en el V Concilio Ecuménico de Letrán, se emitió la Constitución Supernus majestatis praesidio, en la cual se decreta la prohibición de fijar la fecha de la venida del Anticristo y la del Juicio Final. Leámoslo:
“Ordenamos a todos aquellos que ejercen el oficio de la predicación o que lo ejercitarán en el futuro que no se lancen a fijar en sus prédicas o en sus afirmaciones un tiempo determinado para los males futuros, sea para el advenimiento del Anticristo, sea para el juicio final; visto que la Verdad dijo: No os pertenece saber los tiempos ni los momentos, que el Padre reservó a su potestad (At. 1,7) [...]”.[1]


[1] “Mandantes omnibus, qui hoc onus praedicationis sustinent, quique in futurum sustinebunt, ut tempus qua fixum futurorum malorum, vel Antichristi adventum aut certum, diem Judicii praedicare, vel asserere, e nequaquam prasumant; cum Veritas dicat: Non est vestrum nosse tempora vel momenta, quae Pater posuit in sua potestate [...] (cit. in Ferraris, Prompt. bibl. alla parola Praedicare. Mansi, Sacrorum Conciliorum collectio, t. XXII, pp. 945-947).  

Uma palavra do magistério sobre a fixação do tempo do Anticristo e do Juízo


Uma palavra do magistério sobre a fixação
do tempo do Anticristo e do Juízo

Com efeito, em 1516, sob Leão X, no V Concílio Ecumênico de Latrão, emitiu-se a Constituição Supernus majestatis praesidio, em que se decreta a proibição de fixar a data da vinda do Anticristo e a do Juízo Final. Leiamo-lo:
“Ordenamos a todos aqueles que exercem o ofício da pregação ou que o exercitarão no futuro que não se arvorem a fixar em suas pregações ou em suas afirmações um tempo determinado para os males futuros, seja para o advento do Anticristo, seja para o juízo final; visto que a Verdade disse: Não vos pertence saber os tempos nem os momentos, que o Pai reservou à sua potestade (At. 1,7) [...][1]. 


[1] “Mandantes omnibus, qui hoc onus praedicationis sustinent, quique in futurum sustinebunt, ut tempus qua fixum futurorum malorum, vel Antichristi adventum aut certum, diem Judicii praedicare, vel asserere, e nequaquam prasumant; cum Veritas dicat: Non est vestrum nosse tempora vel momenta, quae Pater posuit in sua potestate [...] (cit. in Ferraris, Prompt. bibl. alla parola Praedicare. Mansi, Sacrorum Conciliorum collectio, t. XXII, pp. 945-947).  

quinta-feira, 20 de março de 2014

Nova entrevista de Carlos Nougué sobre a doutrina de Santo Tomás


A nova entrevista dada ao Programa Filosofando: Filosofia Cultura e Arte vai ao ar hoje à noite às 20:30 na rádio Absoluta Fm 104.9.

O link para a rádio é http://www.absolutafm.com.br/player.html . 

Assim que a entrevista estiver no YouTube, daremos aqui seu link. E não podemos senão agradecer ao responsável pelo Programa, o Professor Wagner Hoffman, mais esta esplêndida oportunidade de divulgar a Doutrina das doutrinas. 

terça-feira, 18 de março de 2014

Un verdadero católico: Monseñor Juan Straubinger


Monseñor Johann Straubinger, llamado en castellano Juan Straubinger (Esenhausen, Baden-Wurtemberg, 26 de diciembre de 1883Stuttgart, Baden-Wurtemberg, 23 de marzo de 1956), fue un sacerdote católico alemán exiliado en Argentina durante la II Guerra Mundial. Doctor honoris causa por la Universidad de Münster, profesor de Sagrada Escritura, teólogo (y exégeta), fue además traductor de la Biblia, y su traducción, hecha no de la Vulgata sino de las lenguas en que se escribieron las Escrituras, nos parece una de las mejores de las hechas a las lenguas neolatinas – sobre todo por sus numerosas, largas y profundas notas.
Más que eso: Monseñor Straubinger fue seguidor del milenarismo hasta su condenación por Pío XII y el Santo Oficio, después de lo que, dócilmente, como siempre debe hacer el católico ante el magisterio, no solo dejó de ser milenarista, sino que pasó a hacer eco de esta decisión magisterial. Y es lo que se puede ver, por ejemplo, en la larga nota de su traducción a los “mil años” del Apocalipsis (cf. La Santa Biblia, traducción directa de los textos primitivos por Mons. Dr. Juan Straubinger, La Plata, Universidad Católica de La Plata, 2007, pp. 383-384). No dejéis de adquirirla. Sin embargo, transcribimos a continuación la referida nota:

«“La primera resurrección”, he aquí uno de los pasajes más diversamente comentados de la Sagrada Escritura. En general se toma esta expresión en sentido alegórico: la vida en estado de gracia, la resurrección espiritual del alma en el Bautismo, la gracia de la conversión, la entrada del alma en la gloria eterna, la renovación del espíritu cristiano por grandes santos y fundadores de Órdenes religiosas, o algo semejante.

quinta-feira, 13 de março de 2014

El Milenarismo en el Suplemento de la Suma Teológica de Santo Tomás de Aquino (III, q. 77)



ARTÍCULO 1

Si es mejor diferir el tiempo de la resurrección hasta el fin del mundo para que todos resuciten a la vez.

Dificultades. Parece que no conviene diferir el tiempo de la resurrección hasta el fin del mundo para que todos resuciten a la vez.

1.       Mayor correspondencia hay entre los miembros y su cabeza que entre éstos solos, como entre las causas y sus efectos que entre éstos mismos. Cristo, que es nuestra cabeza, no dejó su resurrección para el final del mundo con objeto de resucitar con todos. Luego no es preciso diferir hasta el fin del mundo la resurrección de los primeros santos con objeto de que resuciten con los demás.
2.      La resurrección de la cabeza es causa de la resurrección de los miembros. Pero la resurrección de algunos miembros más nobles, por su proximidad a la cabeza, no se dejó para el fin del mundo, sino que se realizó inmediatamente de la resurrección de Cristo, como es creencia piadosa que éstos fueron la Virgen y San Juan Evangelista. Luego la resurrección de los otros sucederá a la de Cristo tanto más pronto cuanto mayor fue su semejanza con El por la gracia y el mérito.
3.      El estado del Nuevo Testamento es más perfecto que el de Antiguo y lleva más expresamente la imagen de Cristo que aquél. Algunos Padres del Viejo Testamento resucitaron cuando Cristo resucitó, según consta, porque “muchos cuerpos de santos que dormían, resucitaron”. Parece, pues, que tampoco se debe diferir la resurrección de los santos del Nuevo Testamento hasta el fin del mundo con objeto de que la resuciten con todos a la vez.
4.      Después del fin del mundo no habrá recuento alguno de años. Pero después de la resurrección de los muertos todavía se computan muchos años hasta llegar a la resurrección de otros, pues se dice: “Vi las almas de quienes habían sido degollados por el testimonio de Jesús y por la palabra de Dios”; y más abajo: “y vivieron y reinaron con Cristo mil años; los restantes muertos no vivieron hasta terminados los mil años”. Luego la resurrección de todos no se dejará hasta el fin del mundo para que todos resuciten a la vez.

Por otra parte. 1. Se dice: “El hombre, una vez se duerma, no despertará mientras dure el cielo, ni despertará para salir de su sueño”. Luego hasta el fin del mundo, cuando el cielo sea destruido, se diferirá la resurrección de los hombres.

2. Dícese también: “Los hombres de Dios, con ser recomendables por su fe, no alcanzaron la promesa” –o sea, la felicidad plena de alma y cuerpo–, “porque Dios tenía previsto algo mejor para nosotros, para que sin nosotros no llegasen ellos a la consumación –es decir, a la perfección–, para que el gozo común aumentara el gozo de cada cual”. Mas la resurrección no se anticipará a la glorificación de los cuerpos, porque “reformará el cuerpo de nuestra vileza conforme a su cuerpo glorioso”; “y los hijos de la resurrección serán como los ángeles en el cielo”, según consta. Luego la resurrección se diferirá hasta el fin del mundo, cuando todos resucitarán a la vez.

Respuesta. Como dice San Agustín, la Providencia divina estableció que “los cuerpos pesados y viles sean gobernados por los más sutiles y potentes”. Y, por tanto, toda la materia de los cuerpos inferiores está sujeta a la variación del movimiento de los cuerpos celestes. Sería, pues, contra el orden natural, establecido por la divina Providencia, que la materia de los cuerpos inferiores pasara al estado de incorrupción, permaneciendo, no obstante, el movimiento de los cuerpos superiores. Y como, según afirma la fe, la resurrección será para una vida inmortal a semejanza de Cristo, que, “resucitando de entre los muertos, ya no muere”, como dice San Pablo; por tanto, la resurrección de los cuerpos humanos se diferirá hasta el fin del mundo, momento en que el movimiento del cielo cesará. Por esto, algunos filósofos, que afirmaron que el movimiento del cielo jamás cesaría, sostuvieron la vuelta de las almas humanas a los cuerpos mortales, como los que tenemos; afirmando la vuelta del alma a su mismo cuerpo al fin del gran año, como Empédocles, o a otro cuerpo distinto, como Pitágoras, quien decía, según consta, que “cualquier alma entraría en cualquier cuerpo”.

Soluciones.
1. Aunque la cabeza, en razón de la proporción, tenga mayor correspondencia con los miembros que éstos entre sí, por razón de la proporción que se requiere para que pueda influir en los miembros, no obstante, tiene sobre los mismos una cierta causalidad de que ellos carecen; y esto es lo que los diferencia de la cabeza y les hace convenir entre sí. Por eso la resurrección de Cristo es un cierto ejemplar de la nuestra, y de la creencia en ella nace la esperanza de nuestra resurrección; pero la resurrección de cualquier miembro de Cristo no es causa de la de los otros miembros. Luego la resurrección de Cristo debió de anticiparse a la de los otros, quienes resucitarán a la vez, “a la terminación de los siglos”.
2. Aunque entre los miembros de Cristo haya algunos más dignos y semejantes a la Cabeza, no llegan a serlo de modo que sean causa de los demás. Por tanto, por su semejanza con Cristo no les pertenece que su resurrección preceda a la de los demás, como el modelo a lo hecho, según se dijo al hablar de la resurrección de Cristo. Si, pues, a algunos les fue concedido resucitar antes y no esperar a la resurrección de todos, ello fue un privilegio especial de la gracia y no una exigencia de semejanza con Cristo.
3. Parece que San Jerónimo duda, en el sermón de la Asunción, de la resurrección de aquellos santos que resucitaron con Cristo, y se pregunta si después de dar testimonio de la resurrección volvieron a morir, siendo entonces más bien un cierto revivir –como el de Lázaro– que una resurrección verdadera, como lo será al fin del mundo; o bien resucitaron verdaderamente a una vida inmortal para vivir siempre con el cuerpo, “subiendo corporalmente al cielo con Cristo”, como dice la Glosa. Esto parece lo más probable, porque, para dar un testimonio verdadero de la verdadera resurrección de Cristo, fue conveniente que resucitaran realmente, como dice San Jerónimo en el mismo lugar. Pero su resurrección no se anticipó por ellos, sino para certificar la de Cristo. Y este testimonio fue para consolidar la fe del Nuevo Testamento. Por eso fue más adecuado que lo diesen los Padres del Viejo testamento que no aquellos que, establecido el Nuevo, murieron.
Mas es de tener en cuenta que, si en el Evangelio se habla de su resurrección antes que de la de Cristo, no obstante, como lo evidencia el testimonio, es porque se menciona anticipadamente, cosa corriente entre hagiógrafos. Pues ninguno resucitó realmente antes que Cristo, ya que El es, según se dice, “primicias de los muertos”, aunque algunos hubieren revivido antes de resucitar El, como en el caso de Lázaro.
4. Con motivo de esas palabras, algunos herejes, como refiere San Agustín, afirmaron que la primera resurrección venidera sería de los muertos para que reinen con Cristo en la tierra durante mil años; por eso fueron llamados “kiliastas”, equivalente a “milenarios”. Por eso San Agustín, en el lugar citado, demuestra que dichas palabras se han de entender e otro modo, o sea, referidas a la resurrección espiritual, por la que los hombres resucitan del pecado mediante el don de la gracia. Mas la segunda es la de los cuerpos.
El reino de Cristo es la Iglesia, en la que reinan con Cristo, los mártires y también otros elegidos, “tomando la parte por el todo”. –O bien puede decirse que reinan todos con Cristo en la gloria, aunque se hace especial mención de los mártires, “pues principalmente reinan muriendo, ellos que hasta la muerte lucharon por la verdad”.
Además, la palabra “milenario” no se refiere a un número determinado de años, sino que designa todo el tiempo presente, en el cual reinan actualmente los santos con Cristo. Porque el número mil designa mejor que cien lo universal; pues cien es el cuadrante de un denario, mientras que mil es un número entero resultante de la doble suma de un denario, porque diez veces diez veces, son mil. Asimismo se dice en el salmo: “De la palabra que dio a mil generaciones, es decir a todas”.

O Milenarismo no Suplemento da Suma Teológica de Santo Tomás de Aquino (III, q. 77)



Artigo 1

Se o tempo da ressurreição deve ser diferido até ao fim do mundo, para todos ressurgirem simultaneamente.

O primeiro discute-se assim. ─ Parece que o tempo da ressurreição não deve ser diferido até ao fim do mundo, para todos ressurgirem simultaneamente.

1. ─ Pois, maior é a conveniência entre a cabeça e os membros que dos membros entre si; como também maior é a conveniência entre a causa e o efeito que a dos efeitos entre si. Ora, Cristo, que é a nossa cabeça, não diferiu a sua ressurreição até ao fim do mundo para que ressurgisse juntamente com todos. Logo, não é forçoso que a ressurreição dos santos primitivos seja diferida até ao fim do mundo, a fim de ressurgirem junto com todos os mais.
2. Demais. ─ A ressurreição da cabeça é a causa da ressurreição dos membros. Ora, a ressurreição de certos membros mais nobres, por causa da sua vizinhança com a cabeça, não foi dilatada até ao fim do mundo, mas se seguiu logo à ressurreição de Cristo. Assim, como piamente se crê, a da SS. Virgem e a de João Evangelista. Portanto, também a ressurreição dos demais tanto estará mais próxima à de Cristo quanto mais lhe foram conformes pela graça e pelo mérito.
3. Demais. ─ O estado do homem é mais perfeito e mais conforme à imagem de Cristo no Novo que no Velho Testamento. Ora, certos Patriarcas do Testamento Velho ressurgiram depois da ressurreição de Cristo, segundo aquilo do Evangelho: Muitos corpos de santos, que eram mortos, ressurgiram. Logo, parece que nem a ressurreição dos santos do Novo Testamento deve ser diferida até o fim do mundo, para ressurgirem com os demais.
4. Demais. ─ Depois do fim do mundo não haverá mais contagem de anos. Ora, a Escritura conta ainda muitos anos desde a ressurreição de vários mortos até a ressurreição dos outros. Assim, diz num passo: Vi as almas dos decapitados pelo testemunho de Jesus e pela palavra de Deus. E mais adiante: E viveram e reinaram com Cristo mil anos; e os outros mortos não tornaram à vida até que sejam contados mil anos. Logo, a ressurreição de todos não será diferida até o fim do mundo, para todos ressurgirem simultaneamente.

Mas, em contrário, a Escritura: O homem, quando dormir, não ressurgirá, a menos que o céu não seja consumido, não se levantará nem despertará do seu sono; e se refere ao sono da morte. Logo, até o fim do mundo, quando o céu for consumido, será diferida a ressurreição dos homens.
2. Demais. ─ O Apóstolo diz: Todos estes provados pelo testemunho da fé não receberam a recompensa prometida, i. é, a plena beatitude da alma e do corpo; tendo disposto Deus alguma causa melhor a nosso favor, para que eles, sem nós, não fossem consumados, i. é, aperfeiçoados; para que a glória de cada um se tornasse maior com a glória de todos. Ora, a ressurreição não será antes da glorificação dos corpos; porque Cristo reformará o nosso corpo abatido para o fazer conforme ao seu corpo glorioso; e os filhos da ressurreição serão como os anjos no céu. Logo, a ressurreição será diferida até o fim do mundo, quando todos ressurgirão ao mesmo tempo.

SOLUÇÃO. ─ Como diz Agostinho, a divina providência estatuiu que os corpos mais grosseiros e inferiores fossem governados numa certa ordem pelos mais subtis e potentes. Por isso toda a matéria dos corpos inferiores depende da variação do movimento dos corpos celestes. Seria, pois, contra a ordem, que a divina providência estabeleceu para o universo, se a matéria dos corpos inferiores caísse num estado de incorrupção, enquanto permanecesse o movimento dos corpos superiores. E como, segundo os ensinamentos da fé, a ressurreição será para uma vida imortal semelhante à de Cristo, que tendo ressurgido dos mortos já não morre, na frase do Apóstolo, por isso a ressurreição dos corpos humanos será dilatada até o fim do mundo, quando cessará o movimento do céu. E por isso também certos filósofos, ensinando que o movimento dos céus não cessará nunca, ensinaram também a volta das almas humanas a corpos mortais, como os nossos. Uns, como Empédocles, eram de opinião que as almas voltarão a se unirem aos mesmos corpos, no fim do grande ano; a corpos diferentes, outros, como Pitágoras, para quem qualquer alma pode unir-se a qualquer corpo, como refere Aristóteles.

DONDE A RESPOSTA À PRIMEIRA OBJEÇÃO. ─ Embora a cabeça mais convenha com os membros ─ do que os membros entre si ─ por uma conveniência de proporção, necessária para poder influir neles, contudo exerce a cabeça uma certa causalidade sobre os membros, de que estes carecem; e por isso diferem eles da cabeça e convêm entre si. Por onde, a ressurreição de Cristo é o exemplar da nossa; e é na fé dessa ressurreição que se funda a esperança de também ressurgirmos. Mas, a ressurreição de qualquer dos membros de Cristo não é a causa da ressurreição dos outros membros. Por isso a ressurreição de Cristo devia preceder a ressurreição dos demais, que todos deverão simultaneamente ressurgir na consumação dos séculos.
RESPOSTA À SEGUNDA. ─ Embora dentre os membros uns sejam mais dignos que os outros e mais conformes à cabeça, não vão porém até exercer a função de cabeça de modo a serem a causa dos outros. Por onde, pelo fato de serem mais conformes a Cristo não lhes é devido que a sua ressurreição preceda à dos outros, como o exemplar precede o exemplado, segundo dissemos da ressurreição de Cristo. E se a certos foi concedido que a sua ressurreição não se dilatasse até a ressurreição universal, foi isso por privilégio de uma graça especial, e não como devido pela conformidade com Cristo.
RESPOSTA À TERCEIRA. ─ Jerônimo levanta a seguinte dúvida acerca da ressurreição dos santos com Cristo. Se, depois de terem dado testemunho da ressurreição, de novo morreram, de modo que a ressurreição deles foi, antes, como a de Lázaro, que de novo morreu, do que a verdadeira, que se dará no fim do mundo; ou se verdadeiramente ressurgiram para uma vida imortal, de que o corpo participasse, subindo corporalmente ao céu com Cristo, como diz a Glosa. E isto parece mais provável. Porque, para darem testemunho da verdadeira ressurreição de Cristo, era conveniente que verdadeiramente ressurgissem, como diz Jerônimo no mesmo lugar. Nem por causa deles é que a ressurreição se lhes apressou, mas para testificarem a de Cristo; testemunho esse necessário para fundar a fé do Novo Testamento. Por isso mais convenientemente seria dado pelos Padres do Velho Testamento do que pelos mortos depois da fundação do Novo. Contudo, não devemos esquecer que embora o Evangelho lhes mencione a ressurreição, antes da de Cristo, todavia, como o demonstra o texto, devemos entender que o faz por antecipação, como frequentemente o fazem os hagiógrafos. Pois ninguém ressuscitou verdadeiramente antes da ressurreição de Cristo; porque Cristo é as primícias dos que dormem, na frase do Apóstolo. Embora certos, como Lázaro, ressuscitassem antes da ressurreição de Cristo.
RESPOSTA À QUARTA. ─ Como refere Agostinho, as palavras citadas deram ocasião a certos heréticos de ensinar que os mortos ressuscitariam, na primeira ressurreição, para reinarem mil anos na terra com Cristo. Donde o serem chamados Quiliastas ou Milenários. Por isso Agostinho, no mesmo lugar, que o lugar citado deve, noutro sentido, ser entendido da ressurreição espiritual, pela qual os homens ressurgem dos pecados, ajudados do dom da graça. E quanto à segunda ressurreição, será a dos corpos. ─ Além disso, o que se entende pelo reino de Cristo é a Igreja, na qual reinam com Cristo não só os mártires, mas também os outros eleitos, entendendo-se pela parte o todo. Ou todos reinam com Cristo na glória; fazendo-se menção especial dos mártires, porque sobretudo aqueles reinam mortos, que até a morte combateram pela verdade. Quanto ao número milenário de anos, não designa nenhum número certo, mas todo o decurso do tempo atual, em que os santos reinam com Cristo. Porque o número milenário, mais que o centenário, designa a universalidade; porque o número cem é o quadrado de dez, ao passo que mil é um cubo resultante de uma dupla multiplicação de dez por si mesmo, pois, dez vezes dez são cem e cem vezes dez são mil. E nesse sentido é aquele lugar da Escritura: Da palavra que enviou para mil gerações, i. é, para todas.

Recortes Humanistas


C. N.

I

Cuando quieren mostrarse tomistas de la más pura ortodoxia, los humanistas integrales al estilo de Jacques Maritain se aplican a recortar y pegar la obra de Santo Tomás, de las Escrituras y del magisterio de la Iglesia con ahínco y arte… nos corregimos: siempre con ahínco, pero no siempre con arte, porque con frecuencia es muy fácil deshacer lo pegado y exhibir el recorte.
He aquí un ejemplo clásico (y que verdaderamente sorprende por su longevo vigor):  el uso y abuso del pasaje de Santo Tomás de la Suma Teológica, II-II, q. 10, a. 10 (“Si pueden los infieles tener gobierno [praelationem] y dominio sobre los fieles”), donde se lee: “Ius divinum, quod est ex gratia, non tollit ius humanum, quod est ex naturali ratione” (El derecho divino, que viene de la gracia, no suprime el derecho humano, que viene de la razón natural). Veamos lo que dice, con respecto a este pasaje, Charles Journet, el principal compañero justamente de Jacques Maritain (y considerado por muchos y por mucho tiempo como de la más estricta observancia tomista). Y, viéndolo, como escribe el Padre Calderón en uno de sus libros, “es difícil pensar que Journet diga esto sin plena advertencia de estar falseando el pensamiento del Doctor Angélico”. En efecto, en su obra La juridiction de l’Église sur la Cité,[1] el entonces futuro Cardenal afirma que lo que se lee en dicho pasaje de Santo Tomás es el “principio supremo” de la política cristiana. Y prosigue: “De este principio supremo, cuyas consecuencias son incalculables, se deduce inmediatamente que, siendo la Iglesia de derecho divino y las diferentes formas de la sociedad civil de derecho humano, la Iglesia y la Ciudad [esta también con mayúscula, como conviene a un humanista] serán al mismo tiempo distintas y ordenadas entre sí, como lo son la naturaleza y la gracia. Los dos principios próximos de la política cristiana son la distinción entre la Iglesia y la Ciudad, y la subordinación de la segunda a la primera” (pp. 26-27). Hay que ver, sin embargo, de qué distinción o subordinación se trata. En primer lugar, la distinción: “Se debe llamar temporal, con todos los teólogos, a lo que es ordenado, como a su fin inmediato y primero, al bien común (material y moral) de la ciudad terrestre, bien este que concierne sustancialmente al orden natural […]. Y se debe llamar espiritual, con los teólogos, al que es ordenado como a su fin inmediato y primero al bien común sobrenatural de la Iglesia” (ibid., pp. 28-29) De donde, en segundo lugar, este tipo preciso de “subordinación” del material al espiritual: si la ciudad tiene una “soberanía esencial” sobre las cosas temporales, tendrá una “subordinación accidental” con respecto a la Iglesia, “en la medida en que las cosas de que [el poder político] se ocupa, y que son regularmente temporales, vienen a ser ocasionalmente espirituales” (ibid., pp. 70-72); razón por la que “el fin de la Iglesia, lejos de englobar el fin del Estado, permanece absolutamente distinto” (idem, p. 75). Más aún: con respecto al citado texto de la Suma, afirma Journet que es un “principio fundamental de Santo Tomás como expresión” nada menos que “del pensamiento tradicional de la Iglesia” (ibid., p. 40).
Aquí, digamos tan solo, sucintamente: primero, que lo que es subordinación accidental no es, en verdad, subordinación propiamente dicha, que siempre será per se o esencial; segundo, que ni mediante el mejor recorte del mundo tal principio es “expresión del pensamiento tradicional de la Iglesia”, como ya lo veremos. Hay que ver, no obstante, si al menos es un “principio  fundamental de Santo Tomás”.
Pero no puede serlo, dado que al referido pasaje de II-II, q. 10, a. 10 siguen inmediatamente (insistimos: inmediatamente, como próximas frases del mismo párrafo de la Respuesta) estas palabras: “Por ello, la distinción entre fieles e infieles, considerada en sí misma, no suprime el dominio o gobierno de los infieles sobre los fieles. Sin embargo [¡atención!], el derecho de dominio o gobierno puede suprimirlo una sentencia u orden de la Iglesia, [¡atención!!] cuya autoridad viene de Dios, porque [¡atención!!!] los infieles, en razón de su infidelidad, merecen perder el poder [potestatem] sobre los fieles [¡atención!!!!], que se transforman en hijos de Dios”. No puede serlo, además, porque, de lo alto de su inigualable realismo y sentido común, dice el Aquinate (en el mismo artículo, ad 2) “que el gobierno [praelatio] de César preexistía a la distinción entre fieles e infieles y no cesaba con la conversión de algunos a la fe”, y, más que eso, que “era útil que algunos fieles hicieran parte de la casa del Emperador para la defensa de otros fieles. Así, el bienaventurado Sebastián,  cuando veía a los cristianos desfallecer en sus tormentos, los confortaba, continuando, oculto bajo la clámide militar, a formar parte de la familia de Diocleciano”. Y no puede serlo, por último, porque dice también el Aquinate (en el mismo artículo, ad 3) “que los esclavos están sujetos a sus señores por toda la vida, y los súbditos a sus superiores; pero los ayudantes de los artífices les están sujetos [solamente] para determinados trabajos. Por tanto, es más peligroso que los infieles reciban dominio o gobierno sobre los fieles que una colaboración en algún servicio especial. [...] Salomón también pidió al rey de Tiro maestros de obras para que cortaran madera, como se lee en III Reyes, V, 6. Y, sin embargo, si de tal comunión o convivencia se teme la ruina de los fieles, debe esta prohibirse totalmente”.
Pero detengámonos en la doctrina del Doctor Angélico a respecto de este tema, para saber por qué puede afirmar lo que acabamos de leer. Ahora bien, ya decía Aristóteles que “Debemos considerar de qué modo la realidad del universo posee lo bueno y lo óptimo, si como algo separado en sí y por sí, o como el orden, o aun de ambos modos, como ocurre con un ejército.  De hecho, el bien del ejército está en el orden, pero también está en el general; primero, más en este que en aquel, porque el general no existe en virtud del orden, sino el orden en virtud del general. Todas las cosas están de cierto modo ordenadas en conjunto, si bien no todas del mismo modo: peces, aves, plantas; y el ordenamiento no ocurre de modo que una cosa no tenga relación con otra, sino de modo que haya algo común [entre ellas]. De hecho, todas las cosas están coordinadas hacia un único fin. Así, en una casa, a los hombres libres no cabe actuar al azar; por el contrario, todas o casi todas sus acciones son ordenadas [...]. Quiero decir que todas las cosas, necesariamente, tienden a distinguirse; pero, en otros aspectos, todas tienden hacia el todo”.[2] Por ello, con todavía mucha más razón formal, habla Santo Tomás de la ordenación de las pólis a Dios como ordenación a Cristo y su Iglesia. Partiendo de la imposibilidad de que cualquier ente, y pues el hombre, tenga dos fines últimos, y del hecho de que, si solamente tiene un fin último, todos los demás fines han de ser intermedios o medios en orden esencial al último fin, el Doctor Angélico muestra mediante tres analogías cómo el poder civil se ordena al poder eclesiástico: aquel se ordena esencialmente a este así como el cuerpo se ordena esencialmente al alma en el compuesto humano; así como la naturaleza se ordena esencialmente a la gracia en el justo; y, por fin, así como la razón se ordena esencialmente a la fe en la Sagrada Teología.[3]
No obstante, si aquel principio humanista no es un “principio fundamental” de la doctrina de Santo Tomás, debemos ver si no lo será al menos de las Escrituras.